Sua vida vazia, minha unha encravada… Entrevista com Renzo do Morto Pela Escola

Por: Vinícius Aliprandino

Formada em Vila Velha – ES no ano de 2004, o Morto Pela Escola tem suas influências na fase Hardcore do Beastie Boys, Deadfuckinglast e FYP. Confiram abaixo a entrevista que fizemos com o guitarrista, Renzo.

(Papo Alternativo) Quando e como surgiu o Morto Pela Escola? 

(Renzo) A banda começou em 2004, o Alex e o Raphael tocavam em bandas de grind/powerviolence e queriam tocar um som mais hardcore, skate punk e com gente com quem eles nunca tocaram, daí me chamaram e o Katchotcho (antigo vocalista), o resto é história.

(Papo Alternativo) Quem são os integrantes atuais da banda?

(Renzo) Hoje somos Alex (vocalista), Renzo (guitarra), Raphael (baixo) e Léo Aranha (bateria).

(Papo Alternativo) Quais as principais influências da banda? 

(Renzo) No começo, sonoramente, era a tríade Beastie Boys da fase hardcore, Deadfuckinglast e FYP. Com o tempo e com a mudança de integrantes fomos agregando outros e nem ligamos muito em tocar um estilo definido, vamos tocando do jeito que agente gosta. Só para ter uma noção disso estamos fazendo uns sons parecidos com os das bandas que participam daquela coletânea “The Vikings Are Coming”, Fear Of War, Anti-Cimex e tal.

(Papo Alternativo) Quantos e quais álbuns gravados vocês tem? 

(Renzo) Rapaz, nós temos uma demo intitulada de “Estude e Morra”, que nos nossos cálculos foram feitas mais de 350 cópias, muito mais aliás, temos o CD split com o Naifa (SP), e mais recentemente lançamos um split ep, 7 polegadas, vinil laranja, com o Merda. Em breve devemos lançar um outro 7 polegadas, inclusive selos são bem vindos.

(Papo Alternativo) Vocês costumam tocar para outros estados ou apenas no Espirito Santo?

(Renzo) Tocamos duas vezes foram do estado, ambas as vezes em São Paulo. Nos últimos tempos nem aqui no ES tocamos, já que o tempo passou e de morto pela escola, viramos morto pelo trampo, pela universidade, pela cidade. Mas devo admitir que somos meio relapsos com isso e pretendemos em tempos próximos tocar por ai. Aceitamos convites. Somos legais.

 (Papo Alternativo) Por que do nome Morto Pela Escola? 

(Renzo) Tinha uma banda sensacional chamada Scholastic Deth que todo mundo era fissurado e que tinham um som chamado Killed By School. Daí adotamos o nome, e fizemos um show mas como nós cantamos em português, traduzimos o nome para Morto Pela Escola, gostamos, gostaram e foi-se.

(Papo Alternativo) Como é feito o processo de composição? Sobre o que as músicas falam?

(Renzo) Normalmente, não é nada muito elaborado. Alguém chega num ensaio com uma base feite ou na cabeça e vamos trabalhando em cima. Ou alguém chega com uma letra e vamos trabalhando em cima. Ou alguém simplesmente dá uma idéia “ah, toca assim toca assado tenta ai”.

As músicas falam do que agente vê, lê, do que a gente vive, nosso cotidiano. Umas poesias non-sense e assim vai. Nunca pensamos em passar necessariamente uma mensagem e tal, letras “panfletárias” como costuma-se dizer. Mas acho que por incompetência mesmo de se fazer entender.

(Papo Alternativo) Além da banda, os integrantes possuem outros projetos musicais, emprego ou algum outro tipo de atividade?

(Renzo) Quando nego se envolve com punk rock fica fissurado e vai montando coisa né. O Alex é artista plástico, tem um projeto solo muito doido e é editor da sensacional Revista Prego (http://www.revistaprego.com/), e que tá expandindo os negócios, já é Editora e lança outras publicações e acho que tá montando uma loja em Vila Velha. Raphael também é artista plástico (http://www.flickr.com/photos/raphaeldesenho) e produz filmes com a Camarão Filmes e Idéias Caóticas que a pouco lançou um curta chamado “Confinópolis – A Cidade dos Sem Chave” (http://youtu.be/iC0cqqMPN2Y) que tá sendo muito bem elogiado e até recebeu um prêmio na gringa. Eu tenho uma outra banda chamada Zero Zero (zerozero.bandcamp.com), teoricamente tenho um selo e organizo uns shows de vez em quando e recém formado em Direito enquanto o Léo é professor de artes e estudioso da área, além de punk em tempo integral.

(Papo Alternativo) Como toda banda independente encontra dificuldades, o Morto Pela Escola também deve passar por isso. De que forma vocês enxergam o cenário da música atual onde atuam?   

(Renzo) Cara, apesar das limitações aqui no Espírito Santo as coisas seguem um rumo relativamente bom, com uma frequência de shows, algumas bandas surgindo e uma galera nova surgindo. Como tudo na vida, a cena também é cíclica, com altos e baixos. O que falta as vezes é uma sintonia de pensamento dos indíviduos no que deve ser feito para as bandas e pelas bandas e por todo o resto.

(Papo Alternativo) Quais projetos o Morto Pela Escola tem em mente agora?

(Renzo) asicamente dois: tocar mais fora do estado, que agente quer muito muito mesmo, e gravar/lançar mais coisas. Em breve iremos lançar um ep 7″ polegadas chamado “Raiva do Mundo”, e já estamos com as músicas d-beat prontas para lançar algo talvez com o nome de “Tupinambas Are Cummin'” (mentira, inventei agora) e se tudo der certo um full-lenght o mais rápido possível.

(Papo Alternativo) Deixe um recado para os fãs.

(Renzo) Primeiro, no hardcore/punk não tem essa de fã não, somos todos escravos de um balde de lixo, são os amigos, os conhecidos e aqueles que conhecem o som da banda, além do mais não somos ídolos de ninguém, nem temos ídolos. Fora isso, aqueles que tem interesse na banda ouçam os sons, entrem em contato para chamar para tocar e/ou pegar os lançamentos, camisas ou só pra trocar ideia. Grande abraço!

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