Entrevista com a banda ribeirão-pretana Pissing Against The Wind

Por: Vinícius Aliprandino

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Para essa edição do Blah! Blah! Blah! entrevistei a banda de punk rock ribeirão-pretana P.A.W. Pissing Against the Wind que bateu um papo alternativo com nós e falou um pouco sobre as influências e porquês da banda.

[P.A.] Quando e como a banda surgiu?

[P.A.W.] Bom, eu escrevia músicas por conta própria, e até outubro do ano passado não tinha conseguido juntar uma banda. Daí então eu e o Tuma (baixista) resolvemos gravar por contra própria algumas músicas pra ver se as vezes conseguiríamos algo, então em um fim de semana, eu e o Tuma nos reunimos na casa do Frederico que ia nos ajudar na gravação (ele não tinha planos de participar da banda mas se ofereceu para tocar bateria se precisasse), no segundo dia da gravação, depois de postarmos algumas fotos, o baterista da banda Little Tramp, que era amigo nosso por anos, foi até a casa da gravação e se ofereceu para tocar bateria e ajudar na gravação. Aceitamos, e passamos pra ele os arquivos de guitarra, baixo e voz da música It’d Be Illegal, daí ele gravou a bateria e fez a edição da música. Daí, numa segunda,  nos reunimos na casa dele pra ouvir a versão final da música e todos ficaram maravilhados com o resultado e eu, Tuma e Marcos, decidimos que devíamos formar uma banda, escolhemos o nome Pissing Against The Wind, e foi aí que nasceu a banda mesmo, no lançamento da primeira música.

[P.A] Por quê do nome Pissing Against The Wind? O quê levou vocês a colocarem esse nome?

[P.A.W.] Eu e o Tuma já tínhamos esse nome em mente, porque além de cômico, simboliza bem o que a banda quer passar com as músicas. Nós estamos criticando e  jogando ideais para pessoas e muitas vezes esses ideais e criticas não são agradáveis para uma minoria dominante. Então, é como jogar merda no ventilador, mijar contra o vento. Nos EUA, a expressão Pissing Against The Wind também representa escolher o caminho mais difícil, e não deixa de ser verdade, estamos aí na força e na vontade pra difundir alguns ideais mesmo com todas dificuldades.

[P.A] Quem são os integrantes da banda?

[P.A.W.] Primeiramente nós eramos em 3. Eu (Leo41), vocal, guitarra base e compositor, o Tuma que é o Baixista e o Marcos (Yeah) que é o baterista e o mestre da edição das músicas.

Em Dezembro entrou o Fred Plotze como guitarrista solo pra complementar a banda.

[P.A] Quais as principais influências da banda?

[P.A.W.] Um dos nossos orguhos na banda é que nós ouvimos nossas músicas e não conseguimos falar algo tipo: “Nossa, parece tal banda”. E nós estamos felizes que estamos criando o nosso próprio jeito de fazer as músicas sem seguir fielmente alguma banda.

Mas podemos falar que algumas influencias da banda são Anti-Flag, Rise Against, Descendents, e por aí vai…

[P.A] Quais as influências individuais dos integrantes?

[P.A.W.] Então, um dos motivos que faz o som ser bem diferenciado, é a diversidade das influencias individuais dos integrantes. Eu amo Anti-Flag, Sum 41, Bad Religion e bandas do estilo. Já o Tuma gosta muito de The Cure, mas também ama SOAD e Slipknot. O Marcos é mega fã de Dream Theater, Kiss e ele tem uma outra banda autoral que toca Indie. As influências do Fred são bem parecidas com as minhas, com bandas punks mais underground e clássicas.

[P.A] Além da banda vocês estudam, trabalham, possuem projetos paralelos?

[P.A.W.] O Tuma e o Fred ainda cursam o 3º colegial. O Marcos cursa Engenharia Civil e trabalha na área, além disso é baterista da banda de Indie Rock, Little Tramp. Eu curso Administração e também Gestão Financeira, atualmente não trabalho desde que voltei do intercâmbio na Indonésia,  mas estou com um projeto de criação de uma ONG voltada para auxílio administrativo de instituições como creches, orfanatos, asilos, etc.

[P.A] Vocês tem duas músicas gravadas, qual o tema que elas abordam?

[P.A.W.] Sim, a “It’d be Illegal” aborda sobre as eleições democratas, um ponto de vista a respeito das nossas opções e do que vivemos nas épocas eleitorais. Já a “Stand Up and Fight”  nós abordamos nosso ponto de vista em relação as coisas que nós observamos hoje na sociedade,  e ao mesmo tempo tentamos de incentivar e motivar as pessoas para que elas não fiquem apenas paradas observando,  e sim que levantem e lutem.

[P.A] As outras músicas da banda virão com a mesma pegada tanto do som quanto da temática?

[P.A.W.] Nosso propósito é abordar temas como estes então basicamente todas as músicas são criticas sociais, não apenas contra políticos, mas também consumismo, conformismo, alienação, educação precária. Mas também teremos músicas mais cômicas, musicas que falam sobre garotas como, por exemplo, a “Bro’s Before the Hoes”.

Quanto a pegada nós fazemos de acordo com o que nos agrada tocar e ouvir, e acho que posso dizer que o CD que estamos gravando tem uma pegada bem agitada e agressiva, mas não quer dizer que são todas.

[P.A] Em quais lugares a PAW já tocou?

[P.A.W.] Por enquanto apenas no Bronze, porque lançamos a música no final de Novembro, fizemos o show no começo de Dezembro e paramos por causa das provas, e aí então começamos o processo de gravação do CD e eu fui passar dois meses na Indonésia, então não tivemos tempo para fazer mais shows.

[P.A] Quais as próximas datas de shows?

[P.A.W.] Agora que voltei ao Brasil, estamos focados em finalizar o CD e aí então sair pela região. Mas posso  adiantar que no início de Abril vai rolar um show com algumas bandas que são nossos amigos.

Mas em Julho estamos confirmados no Fest Rock de Brodósqui também!

[P.A] Vocês pensam em gravar algum vídeo?

[P.A.W.] Nós lançamos um vídeo dos bastidores de gravação que ficou super engraçado alias; e também um vídeo do nosso show tocando a Stand Up and Fight. E por aí vem mais vídeos de bastidores e ao vivo. Mas em relação a videoclipe, nós temos algumas ideias, mas nada material ainda.

[P.A] Sabendo que você é um grande fã de Anti-Flag, a banda possui os mesmos ideais dos caras?

[P.A.W.] Poxa… Complicado dizer que possuímos os mesmo ideais. Mas, compartilhamos de algumas ideias sim. Mas os caras do Anti-Flag possuem um conhecimento e experiência incrível que permite que eles possam abordar vários tópicos de acordos com os ideais deles. Nós por enquanto estamos no comecinho, mas esperamos poder fazer o mesmo no futuro.

[P.A] Quais os próximos projetos que a banda tem a realizar?

[P.A.W.] Antes de tudo, finalizar o CD, para podermos sair pela região espalhando nossas ideias, apoiando movimentos e tudo mais.

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