American Horror History – Asylum

Por: Letícia Moraes

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Já faz alguns meses que eu queria ter escrito este post, mas devido a falta de tempo acabei por deixar passá-lo. Enfim, minha opinião me firma à mente que American Horror History – Asylum (segunda temporada), é um dos melhores seriados que eu já vi. Não apenas por ser uma das raríssimas séries de terror que realmente “metem medo” (além de causar um terrorzinho psicológico básico), mas também pelo modo como é conduzida e as informações novas que vão surgindo a cada episódio, deixando sempre aquele gostinho de “quero mais”

ATENÇÃO, ABAIXO SEGUEM SPOILERS. SE NÃO DESEJA SABER DETALHES DA SÉRIE, NÃO LEIA.

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A segunda temporada não tem relação com a primeira, esta apresenta personagens diferentes em um local diferente, a Instituição Mental Briarcliff, que para dar mais terror aos traços ainda é comandada por freiras (sempre tive medo delas). A história tem seu desenrolar na década de 1960, onde Irmã Jude (freira com passado promíscuo) e Dr.Arthur Arden (nazista que faz pesquisas com alguns dos pacientes do local) dão as ordens e fazem o “reboliço” todo acontecer. Uma outra personagem passa a destacar-se na história após alguns episódios, Irmã Mary, uma freira banhada em inocência, até que em um dos episódios um garoto possuído é levado até o hospício para ser curado de sua loucura, ao perceber os sinais demoníacos, Irmã Jude busca a ajuda do Padre que em seu ritual acaba por libertar o demônio e este escolhe o ser mais puro para abusar do corpo, chegando à doce Mary que tornará o lugar ainda pior do que já é, tirando o trono de Jude.

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Ao mesmo tempo em que o demônio em carne e osso comete suas “peripécias”, um psicólogo tenta “curar” uma jornalista de sua homossexualidade, esta por sua vez foi parar no hospício por engano, ao procurar uma matéria para escrever sobre o lugar, sendo deixada por sua parceira, após ameaças de Irmã Jude, confinada por longos dias. O psicólogo, Dr. Thredson, também parece esconder seus segredos, tendo outros pacientes além da jornalista, como o “Serial Killer” Kit Walker, que não tem memória nenhuma de ter matado a própria esposa, lembra-se apenas de luzes estranhas e tem certeza de que ela foi abduzida, porém é tratado como se fosse um assassino de mulheres que lhes arranca a pele, o conhecido Bloody Face. Apesar da sua certeza em não ter cometido esses atos o psicólogo tenta convence-lo de que suas  “visões espaciais” são apenas um refúgio da mente para não sentir-se culpado, conseguindo arrancar-lhe uma falsa confissão. Por que o interesse em fazê-lo confessar?

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Kit Walker por sua vez acaba se apaixonando por uma das doidinhas do hospício (isso sim é loucura hein?) e ela acaba sendo vítima de luzes misteriosas da mesma forma, parece que algo de outro mundo tem muito interesse no “Serial nada Killer” da temporada. Entre todo esse desenrolar de informações excessivas que se completam existem histórias de outros personagens que vão surgindo, sendo lembradas e revividas, tornando até mesmo o Natal uma força demoníaca e aterrorizante. A jornalista por sua vez tenta com todos seus esforços sair do lugar para escrever os terrores que ali acontecem e assim tornar-se conhecida pela sua carreira, até mesmo o psicólogo tentar “ajudá-la”, mas nessa sua fuga acaba indo parar em um lugar pior do que Briarcliff, a casa de Bloody Face, sendo abusada sexualmente (o que lhe proporciona uma gravidez indesejada e rejeitada), descobrindo ainda os motivos e receios do Serial Killer, e todas as informações necessárias para fazer um livro sobre seus piores dias e conseguir assim fechar as portas do hospício, provando ainda a inocência de seu amigo Kit Walker, que depois de seus traumas consegue levar uma vida tranquila com seus filhos “especiais” e consegue fazer Irmã Jude (nessa altura desamparado e afastada de seu cargo) redimir seus pecados.

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Até mesmo as cores do seriado se destacam, não são vivas, são cores mortas, escuras, o lugar é totalmente assombrado por psicopatas, anjos caídos e loucos em geral. Uma série com direito a possessão demôniaca, participação especial da Dona Morte, Papai Noel assassino e gravidez Alien, tem como não gostar?

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