O que tem dentro do Baú?

Por: Letícia Moraes

No dia 12 de outubro no Cine Batatais, produzido através do Projeto “Meu Primeiro Filme” foi transmitido o curta metragem “O Baú”, entre outros curtas também produzidos pelo mesmo projeto. Fizemos uma entrevista com o Roteirista e Diretor Renan Zap e a atriz Camila Dal Picolo, retratando suas expectativas e opiniões frente ao curta.

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Entrevista: Renan Zap (Roteiro e Direção)

Papo Alternativo: Como surgiu a ideia do curta “O Baú”?

Renan Zap: Como a maioria das idéias, surgiu sabe-se lá de onde. Mistura de filmes, livros e vivências que tive, tudo se junta no subconsciente e às vezes toma algumas formas interessantes. Não sei explicar muito bem como a ideia veio a minha cabeça, mas uma vez que eu a “captei”, foi só desenvolver.

Papo Alternativo: O curta parece querer nos trazer uma lição sobre a curiosidade, qual o seu ponto de vista sobre isso?

Renan Zap: Acho que a curiosidade é um forte instinto do ser humano. O legal é que O Baú não deixa a curiosidade apenas na tela, apenas na personagem. Quem sente a curiosidade é também quem assiste o filme. Quando uma pessoa termina de ver e comenta que continua curiosa, é porque a intenção do curta foi cumprida.

Papo Alternativo: Quais foram as dificuldades de execução desse projeto?

Renan Zap: Tivemos o apoio do Projeto Meu Primeiro Filme, que é da Prefeitura de Batatais. Isso facilitou bastante, por ser uma Oficina de Cinema que além de fornecer o equipamento dá a preparação necessária para fazermos. Contamos com uma equipe pequena porém competente, então houve poucos imprevistos e dificuldades. Sinceramente, acho que foi um dos curtas mais fáceis de produzir em toda a Oficina, neste ano.

Papo Alternativo: Você acha que seria possível fazer um longa baseado no mesmo contexto?

Renan Zap: Possível é, mas acho que não seria uma boa ideia. A história ficaria cansativa se estenderia muito, a menos que se crie recursos novos para isso. Acho que a ideia de fazer um curta geralmente tem que ser mais por esse lado, apostar em uma coisa pequena e pronto. Um longa deve ter mais ramificações, mais ação…

Papo Alternativo: O curta conseguiu um prêmio de “Melhor Vídeo realizado em oficinas com público-alvo jovens e adultos”, qual sua expectativa diante disso? Acha que com esse curta pode conseguir conquistar mais prêmios?

Renan Zap: Eu sinceramente fiquei surpreso, pois não contava nem que o filme seria exibido lá. Foram escolhidos mais de 30 filmes para serem exibidos, dentre esses 7 foram indicados aos prêmios, e 3 ganharam. Estar entre esses 3 foi uma surpresa pra mim. Pretendo sim participar de mais concursos e festivais com ele, mas assim como desta primeira vez não contava com a premiação, vou continuar não criando expectativas. Mas é claro que se vier mais prêmios, serão muito bem recebidos! Obrigado pela entrevista!

Entrevista: Camila Dal Picolo (Atriz)

Papo Alternativo: Como foi que você obteve contato com o Renan para realização do curta?

Camila Dal Picolo: Eu conheço o Renan faz um tempo, mas nós nunca tínhamos trabalhado juntos, na verdade foi o Zé Adalto quem deu a ideia de me convidar pro curta, provavelmente ele me viu fazendo algo no teatro…

Papo Alternativo: Suas expectativas perante o curta foram atingidas?

Camila Dal Picolo: Nossa! O curta superou minhas expectativas!! Quando você faz teatro, aprende a sempre querer mais de si mesmo, e a sempre pensar que poderia ser melhor, e poderia mesmo, mas quanto ao resto da equipe, sem comentários o profissionalismo desses caras!!

Papo Alternativo: Sabemos que para boa atuação é necessário boa relação entre os atores, você encontrou dificuldades para atuar ao lado do Rodrigo?

Camila Dal Picolo: O Rodrigo é um amigo de viagem, um companheiro de teatro, e um grande ator, confio nele, e principalmente no trabalho dele, e acredito que mais que amizade, uma boa atuação requer confiança, então não foi nada difícil trabalhar com ele! (risos)

Papo Alternativo: Qual a principal diferença de atuar no teatro e perante as câmeras?

Camila Dal Picolo: O teatro requer um tempo de preparo de meses, anos, um estudo e trabalho de ator, coletivo e individual, requer treinamento, repetição, esforço, cansaço, 99% de transpiração e 1% de inspiração. No cinema também temos o esforço, mas no caso deste curta é um esforço menos físico e mais psicológico, a repetição tem a vantagem de poder olhar na câmera o resultado e tentar de novo. Tanto no teatro quanto no cinema temos os olhos do espectador, a diferença é que no teatro nos preparamos para recebe-lo, é quase um ritual, já no cinema ele existe em forma de câmera, uma lente que quase te invade, no começo é assustador, mas depois fica bem divertido! =]

Papo Alternativo: Você já tem mais algum trabalho em andamento ou concluído? Divulga pra gente. 😉

Camila Dal Picolo: Esse ano eu termino o curso de teatro do Instituto Ribeirão em Cena, e como formatura estamos montando uma peça, assim que tivermos data e nome definidos, eu convido vocês!

O blog Papo Alternativo agradece a participação do Renan e da Camila, contribuindo com a nossa entrevista e parabeniza a todos que estiveram envolvidos no projeto, abaixo, pra quem ainda não viu, vai rolar o vídeo do curta, do making off e também o link para download da música Fireworks da banda The Joltz, que faz a trilha sonora do curta.

Fireworks – The Joltz

Morrendo de medo e morrendo de curiosidade. A curiosidade ganha.
(Paulo Coelho)

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