Conheça os hermanos da banda argentina Petit Mort

Por: Vinícius Aliprandino
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Após algum tempo sem entrevistas aqui na Blah Blah Blah, os escolhidos para essa edição é uma banda do outro lado da fronteira, lá da Argentina, mais precisamente de Buenos Aires. Bom. Nem tanto pra lá da fronteira assim, já que os integrantes estão atualmente morando em solo brasileiro. Porém, independentemente do lugar, o importante é a entrevista.

Conversamos com os hermanos sobre os mais variados assuntos que envolvem a banda e resumindo, a Petit Mort, formada por Michelle Mendez (Guitarra / Voz), Juan Recio (Baixo) e Jacques Blasetti (Bateria), possui 3 trabalhados gravados, já realizou 100 shows na Europa e pelo menos 90 shows aqui no Brasil. Dois dos álbuns dos argentinos, foram produzidos na Alemanha e estão disponíveis no Bandcamp do grupo para quem quiser ouvir.

Esses e outros assuntos você acompanha na entrevista logo abaixo que a banda concedeu ao Papo Alternativo. Buena lectura a todos.

 

(Papo Alternativo) Tudo bem, galera? Primeiramente, muito obrigado por concederem essa entrevista para o Papo Alternativo. Vamos começar falando sobre o início da banda. Como surgiu a ideia de formar a Petit Mort e o porquê desse nome?

(Petit Mort) A gente se conheceu numa sala de ensaio de Buenos Aires no 2007. A Michu ja tinha as musicas e queria tocar elas com banda. Na França eles usam a expresão Petit Mort pra falar do orgasmo .

(Papo Alternativo) Quais as influências musicais de cada um de vocês e como fazem para conciliar os gostos na banda?

(Petit Mort) São bastante similares. Os 3 ouvirmos todo tipo de musica. As influenças que vieram nacer a banda são aquelas dos anos ´90 que nem Rage against the machine, Nirvana, Melvins, Pj Harvey, Faith no more, Primus, Soundgarden, Peppers, Queen of The Stone Age, Pantera, Tool, muitas outras.

(Papo Alternativo) Como é feito o trabalho de composição da música de vocês? Todos escrevem e criam as melodias e batidas juntos?

(Petit Mort) A Michu faz as musicas e depois na sala terminamos de dar forma.

(Papo Alternativo) São oito anos de banda e o que mudou com a experiência de vocês? A banda sempre teve essa mesma formação?

(Petit Mort) A gente creceu muito na banda, é a nossa vida misma. Temos conhecido Inglaterra, Holanda, França, Belgica, Dinamarca, Suiza, Republica Checa, Alemanha, Luxemburgo, Chile, Argentina, 11 estados de Brasil, super agradecidos com as oportunidades que a musica tem dado pra a gente. Temos madurecido como pessoas, e musicalmente. Mas sempre na estrada. A formação da banda teve mais um guitarrista apenas nos primeros meses, gostamos muito do formato de trio.

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(Papo Alternativo) Qual a temática das músicas da Petit Mort e qual o objetivo que vocês pretendem alcançar com ela?

(Petit Mort) Nao tem uma tematica unica, sao todas bem diferentes, tentamos de fazer musica pra nos divertir, sacudir o corpo, nos liberar. O objetivo é poder seguir fazendo musica sempre, poder seguir conhecendo paises, pessoas , bandas e comidas do mundo enteiro. Acho que isso é o mais lindo que a musica tem pra oferecer.

(Papo Alternativo) No futebol existe uma rivalidade muito grande entre Brasil e Argentina, porém na música sabemos que isso é muito diferente. O público aprecia muito as bandas dos dois países. Vocês percebem esse tipo de reconhecimento? A galera daqui tem sido bem receptiva com A Petit Mort?

(Petit Mort) Muito!! A gente tem feito 90 shows no Brasil, adoramos! Galera super gente fina, com energia linda, muito carinhosos. Temos feito grandes amigos aqui, que nem a banda Skrotes de Floripa e Litera de Poa que tem ajudado muito a gente aqui.

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(Papo Alternativo) Quais foram os pontos maiores em choque cultural que rolou com vocês vindo pra cá? O que vocês percebem de diferença entre tocar no Brasil e na Argentina?E qual foi o motivo que levou vocês a virem para o Brasil?

(Petit Mort) No 2004 tivemos uma tragedia no Buenos Aires, igual a que aconteceu no Santa Maria, morreram 300 pessoas num show duma banda muito conhecida porque era costume cultural levar bengalas e foguetes aos shows mesmo sendo dentro de casas de shows. Aquele incendio foi um antes e um depois para o mundo da musica ao vivo, pos a prefeitura fechou todas as casas de show, e ainda hoje 2015 continua fechando. Mes pasado fechou 15 casas, no outubro pasado fechou 60 centros culturais em um mes só. Quando começamos a banda estava tudo muito dificil no Buenos Aires, então saimos de turne pelo sul de argentina, chile e pela Europa, e mais nunca paramos de viajar. A cena independiente de brasil é muito masa, tem bandas de muito bom nivel que adoramos que nem as cenas de Goiania e Natal. Tem muito festival independiente com boa estructura apoiando a cena, e a galera curtiendo som novo, bem aberta, alem de que a grande midia nunca abra os olhos, tem muita midia independiente tambem puxando pra fazer a cena acontecer. Movimento masa.

(Papo Alternativo) Como é o fluxo da cena argentina? Tem muita abertura para shows? Quais bandas da cena de lá vocês recomendam?

(Petit Mort)
Tem dois selos stoner tentando puxar a cena do som pesado, que é pequena mas existe, Noiseground e Venado Records, recomendo acompanhar as propostas deles.

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(Papo Alternativo) Conta pra gente como foi gravar os álbuns na Alemanha. Como vocês chegaram até esses contatos e como foi esse processo? Qual o diferencial que eles tem por lá?

(Petit Mort) No 2010, na época do myspace, um produtor alemão contatou a gente, e foi asisstir um show nosso na Amsterdam, Holanda. Curtiu a banda e convidou a gente pra ir com ele pra Alemanha, e gravar aquelas musicas que ele tinha ouvido no nosso show. Levou a gente pros Estudios Benthus na cidade de Geldern, onde gravou e editou Spit In. Foi uma experiencia inesquecivel. Ano siguiente no meio da turne gravamos novamente no mesmo estudio Du Bist, com Sebastian Benthin. Foi uma loucura gravar na correria da turne, as vocais foram gravadas as 2 da manha, super cansados da estrada, tavamos tocando 4 shows por semana. Saudades dessas epocas, lembramos com muito carinho.

(Papo Alternativo) Na Europa a Petit Mort fez cerca de 100 shows, conta pra gente como foi essa experiência. Das bandas que vocês tocaram junto, quais merecem destaque?

(Petit Mort) Foram incriveis. Turnes muito foda.Um sonho cumprido sem duvida! Europa tem muito festival masa, é tudo muito perto e com estradas seguras, entao a logistica para circular é otima. Estructura de palco, som e luces bem masa. O pessoal costuma comprar muito merchandaising, a gente vendeu todos nossos discos lá. Consigue conhecer bandas do mundo inteiro circulando ai , ate bandas de japão vão. Banda amiga muito recomendable são os alemães Ruby Shock de Stuttgart, Diabolical surfer dude de Holanda, Heroes and Zeros de Noruega, Earth Bitches from Hell de Zweibrucken, Zeppo ecoanarcopunk de Suiza.(Papo Alternativo) Nesse ano vocês lançaram o Bite The Hook, como tem sido o retorno do público pra esse trabalho e o que vocês podem dizer que ele tem de diferente com relação aos trabalhos anteriores da banda?

(Petit Mort) Bite the hook é o nosso primer disco de 10 musicas. A gente gravou os discos anteriores no meio das correrias das turnes. Pra gravar Bite the hook a gente parou de viajar um ano. No fim de 2013 gravamos os ultimos demos das musicas que queriamos gravar no estudio apos fazer 70 shows no Brasil. Muitas dessas musicas foram compostas no meio dessas turnes pelo Brasil e “Midnight talks”, “Get off” e “Back up” apos voltar do Brasil, então achavamos que esse disco merecia mesmo ser lançado no Brasil. Ficamos todo 2014 mezclando e masterizando junto sebasthian Benthin dos Estudos Benthus Alemanha, novamente. O retorno do disco ta sendo muito massa! especialmente da midia que sabendo que somos banda independiente tem acompanhado muito ! ja apresentamos o album nos carnavais de Goias, DF e Minas, nos festivais Grito Rock, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Semana que vem vamos pra paraná, temos show junto Scalene e Far from Alaska, dois bandas muito legais com as que ja temos compartilhado palco em Goias e DF.

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(Papo Alternativo) É possível viver só da música ou além da banda vocês possuem outros tipos de projetos e trabalhos?

(Petit Mort) Temos a sorte de recever convites no Brasil o tempo tudo, muito carinho, mas a gente trabalha muitas horas no computador pra fazer os shows acontecerem, trabalhamos só com a banda mas é muito esforço mesmo, a cena é dificil . Tem varias bandas começando exigir melhores condiçoes, esso ajuda bastante. A gente foi pro Rio ha pouco tempo e vimos que lá tem um movimento chamado A cena vive que ta puxando muito pra que a cena fique mais forte.(Papo Alternativo) Na estrada todas as bandas tem muita história pra contar. Quais foram as situações mais bizarras, diferentes ou simplesmente curiosas pelas quais vocês já passaram nesse tempo de banda?

(Petit Mort) Bah um monte ! temos tocado como atração principal no congreso mundial de anarquistas na Suiza com anarquistas e punks do mundo inteiro dançando nossas musicas, temos tocado num squat de Nyon Suiza com porcos e cachorros no meio do publico curtiendo a banda, temos dormido em bunkers de guerra, temos tocado num Barco na Amsterdam, temos sido recevidos na cidade de Chemnitz Alemanha por um pintor muito famoso Jean Schmiedel o cara convidou a gente na sua casa e tava cheia de vidros com sapos africanos alucinogenos que lambia pra antes de pintar, temos visto holandeses nadar nuos no mar gelado da madrugada de abril, checos nadar nuos no rio poluido de praga, um frances ficar completamente nuo na frente da Michu mentras ela cantava, temos bebido licor de alho e molho de tomate com tequila como condição pra cobrar o cache, punks tem pagado a gente com diesel roubado das maquinas cosechadoras, em fim varias historias bizarras.

(Papo Alternativo) E sobre novos shows, como está a agenda de vocês? Quais as datas e lugares a banda tem marcado? E por onde mais pretendem passar?

(Petit Mort) No 2015 vamos circular pelo Brasil todo, os proximos shows são em Paraná, São Paulo e Nordeste.

(Papo Alternativo) Além dos shows, quais são os próximos passos da Petit Mort? A banda já tem previsão de outro trabalho em aúdio ou algum clipe em vista?

(Petit Mort)
Vamos grabar um clipe que sera filmado em varias locaçoes da ilha de Florianópolis. Tamos divulgando uma nova versão da nossa musica Midnight Talks gravada nos Estídios Pimienta do Reino de Florianópolis.

(Papo Alternativo) Galera, estamos chegando na última questão da entrevista. Gostaria de agradecer mais uma vez por terem concedido a entrevista aqui para o Papo Alternativo e desejar sucesso na estrada. Essa última questão é aberta para vocês darem recado para o público de vocês, ou pra galera que acompanhou a entrevista de vocês. Abraço!

(Petit Mort) Amigos acompanhem, curtam compartilhem o novo disco de Petit que ta liberado no soundcloud! , e so chamar a gente que damos um jeito para chegar ate a sua cidade, queremos levar o disco pro Brasil todo. https://soundcloud.com/petitmortargentina/sets/bite-the-hook

Para ter acesso a músicas e informações da banda seguem alguns links abaixo.

SITE OFICIAL
SOUNDCLOUD
TOQUE NO BRASIL 
BANDCAMP:
FACEBOOK 

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