Especial de Natal: Esqueceram de mim

Por: Letícia Moraes

Esse post contém spoilers, se você por acaso não assistiu a esse filme (o que duvido muito) e não quer saber detalhes, não leia.

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Já parou pra pensar: E se você acordasse às vésperas do Natal e sua família toda tivesse desaparecido? Você sairia correndo e gritando de felicidade pela casa? Vamos piorar a situação: E se surgissem dois bandidos atrapalhados querendo assaltar sua casa e sua vizinhança quase toda estivesse viajando? Você se esconderia embaixo da cama?

Como é de praxe em todo final de ano, próximo ao Natal, ontem eu assisti pela milionésima vez o clássico Esqueceram de mim. Os filmes de Natal em sua maioria abordam temas bobos e sem graça, e tudo costuma ser feliz o tempo todo, já nesse apesar de ser voltado ao público infantil, temos o desenrolar da história em torno de um garoto arteiro que é esquecido em casa pela sua família que vai viajar para França no Natal. O roteiro parece impossível e ao mesmo tempo tolo, mas quem nunca se deliciou assistindo na Sessão da Tarde? Aposto que as crianças que nasceram na década de 80 ou 90 já tiveram alguma parte da sua infância encontrada nesse filme, não que vocês tenham sido esquecidos em casa, mas com certeza vocês ficavam ansiosos por essa época pra poder assistir.

A prova de que o filme é um clássico é que mesmo tendo sido lançado em 1990, ainda nos dias atuais ele sempre passa e nenhum outro que tenham tentado fazer na mesma temática obteve tanto sucesso (vide os outros “esqueceram de mim” lançados por aí). Quem não teve medo dos bandidos molhados? do assassino da pá? do aquecedor monstro no porão? Qual criança não deu risada ao ver o que o Kevin era capaz de aprontar sozinho em casa e ficou torcendo para que ele se desse bem no final?

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Convenhamos, para alguém com apenas 8 anos ele era um gênio, não só por fazer compras sozinho, mas por todas as armadilhas espalhadas pela casa, claro que o fato dos bandidos não serem os seres mais inteligentes da face da terra tiveram influência para que os planos do garotinho dessem certo e mesmo sendo pego no final, surgiu  alguém para lhe ajudar, alguém ao qual ele teve medo no início.

O filme é importante para as crianças pois ele traz algumas mensagens especiais, como por exemplo: Cuidado com o que você deseja, pois pode ser algo ruim e mesmo assim se realizar (claro que não foi a magia do Natal que fez a sua família desaparecer, mas de certa forma ele conseguiu e foi divertido por pouco tempo), ensina que os pais devem ser mais atentos, que uma pessoa que parece ter boas intenções pode ser o vilão e o que parece ter más intenções pode ser o mocinho (caso não se lembrem um dos bandidos molhados estava se passando por policial no começo do filme, assim como o “velho da pá” no final é quem ajuda o garoto), e principalmente ensina que devemos vencer nossos medos, seja ele do aquecedor no porão ou de telefonar para o filho que estava brigado há anos. Ele também ensina que as crianças podem fazer pequenas atividades domésticas sem colocar fogo na casa, ou seja, não importa se você é o caçula de cinco filhos sempre tem algo que você pode fazer (no começo do filme Kevin não sabia nem se quer fazer sua mala, mas ele aprendeu a se virar sozinho em muitos quesitos).

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Entre tantas “lições” e risadas, o que nós realmente vemos é um filme que apenas abordou a importância de se ter quem ama em uma data especial, de uma forma cômica e diferente. Mostrou que o amor de mãe é forte e que nenhum dinheiro do mundo a impediria de passar o Natal ao lado do seu pequeno (vide a cena que ela tenta trocar uma passagem de avião na classe econômica com um casal de idosos querendo dar a sua passagem de primeira classe que seria para dois dias depois, ainda oferece seus anéis, brincos e ofereceria tudo que tivesse se fosse preciso), mas apesar de ter sido a mãe quem correu o filme inteiro para chegar em casa, o pai e os irmãos também conseguiram chegar a tempo, com mais paciência e viajando de avião.

No final do filme Kevin se despede das cenas observando pela janela o “homem da pá” com sua família, o que diz respeito ao velho senhor ter ouvido os conselhos dele na igreja, eram dois solitários com saudade de suas famílias cada um por um motivo e no final todos foram felizes para sempre, como na maioria dos clássicos, mas deixando sempre claro que uma família grande como aquela sempre terá suas desavenças e que é preciso superá-las.

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Ah, só uma lembrança da que pra mim é uma das melhores cenas:

‘QUANDO EU CRESCER E CASAR, EU VOU MORAR SOZINHO! EU VOU MORAR SOZINHO! EU VOU MORAR SOZINHO’

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