Bate-papo, poesia e o mundo na xícara de café de Bruno Inácio

Por: Vinícius Aliprandino

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Que o Facebook é uma ótima ferramenta para realizar a divulgação de projetos e trabalhos através da internet, não resta dúvida. E também, sem dúvida alguma, diariamente, várias páginas surgem na internet realizando essa divulgação. A O mundo na minha xícara de café não foge a regra. É uma entre tantas outras páginas que nascem nas redes sociais a cada dia. Entretanto, a idéia e o objetivo a ser alcançado com um projeto mudam totalmente um grupo homogêneo, em que tantas fanpages que estão distribuídas pela rede fazem parte, e ajudam com que essa ou aquela se tornem únicas devido a seus diferenciais.

A página foi criada pelo escritor, cronista e jornalista ituveravense Bruno Inácio, de 24 anos, no começo de fevereiro e em apenas duas semanas de existência já contava com quase mil curtidas.

O número alcançado até a segunda semana, não havia contado com nenhuma promoção da página ou de alguma postagem pelo Facebook para alavancar o alcance e chegar a um número maior de pessoas, que pudessem se interessar pelo assunto. Não que quantidade seja melhor do que a qualidade, mas em casos específicos, a originalidade e a intenção do projeto podem fazer a diferença e atrair mais curtidas. A O mundo na minha xícara de café começa assim, com seu diferencial gerando um alcance, que mesmo no início, pode ser considerado como de destaque.

Além de criador da O mundo na minha xícara de café, Bruno é jornalista do “A Tribuna de Ituverava”, colaborador dos sites “Obvious” e “Whiplash”; e autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto” e “Coincidências Arquitetadas”.

Para conhecer melhor seu novo projeto, realizamos uma entrevista com o jornalista, na qual ele nos falou a respeito das intenções, público alvo, profissão, entre outros vários assuntos a respeito de sua carreira e é claro da página, que você pode conferir no bate-papo logo abaixo.

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(Papo Alternativo) Olá, Bruno, tudo bem? Primeiramente muito obrigado por conceder essa entrevista aqui pro Papo Alternativo. Pra começar, fale pra gente um pouco sobre você e conta como surgiu a ideia de criar uma página voltada para frases e poesias?

 (Bruno Inácio) Vinícius, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer a você e ao Papo Alternativo pelo espaço e pela oportunidade de falar sobre esse projeto. Meu nome é Bruno Inácio, tenho 24 anos e sou jornalista, pós-graduado em Gestão Cultural e pós-graduando em Literatura Contemporânea.

Sou autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto” e “Coincidências Arquitetadas”, além de ter participado de inúmeras outras obras impressas e digitais, e de ser colaborador dos sites culturais Obvious e Whiplash, e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.

Eu sempre gostei muito de escrever, mas sempre me dediquei mais a contos e crônicas. Escrevia alguns poemas de vez em quando, mas me sentia muito inseguro em relação a eles, então preferia não divulgá-los. Entretanto, no ano passado criei coragem e inscrevi três poemas em concursos literários nacionais, e todos foram premiados, o que me deu uma segurança muito maior.

Em relação à página, a ideia surgiu meio repentinamente. Eu estava em casa observado alguns livros, e me deparei com alguns poemas minimalistas que contavam com ilustrações simples, porém complementares aos versos. Então, veio a ideia de fazer algo parecido. Peguei alguns poemas minimalistas que já havia escrito e entrei em contato com o Igor Chiesse, um ilustrador muito talentoso que conheci através do Facebook. Ele gostou da ideia e passou a ilustrá-los. Comecei a postar alguns, e a aceitação passou a ser bastante positiva, o que me levou à criação da página.

(Papo Alternativo) Desde quando a página está ativa e por que você escolheu o nome “O mundo na minha xícara de café“?

 (Bruno Inácio) A página está em atividade desde o dia 2 de fevereiro. Na verdade, quando pensei em nomes, levantei cerca de dez possibilidades. Mostrei cada uma delas a quinze amigos, e fizemos uma votação. O nome eleito, com ampla vantagem, foi o mundo na minha xícara de café.

Pensei nele porque café é uma coisa que, além de eu gostar muito, tem elevada carga poética. É uma bebida rica em significados, e quando digo “o mundo na minha xícara de café” quero dizer que abordo diversos assuntos nos meus poemas.

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(Papo Alternativo) Com relação à profissão, como você faz pra conciliar esse novo projeto com sua vida como jornalista? Você utiliza da experiência das redações de algum modo? Essa área te influenciou a criar a página?

(Bruno Inácio) Acaba sendo fácil conciliar as duas atividades, porque eu geralmente escrevo os poemas de madrugada, então é quando estou desligado da atividade de jornalista. Eu não sei se o jornalismo me influencia de algum modo. Acho que ocorreu foi o contrário. Apaixonei-me pela literatura antes de me apaixonar pelo jornalismo, e quando fui escolher a minha profissão, pensei numa forma de conseguir o meu sustento através da escrita. Sei que conseguir dinheiro como escritor é complicado, então escolhi o jornalismo para que pudesse continuar escrevendo, mesmo que de uma maneira totalmente diferente.

(Papo Alternativo) Contando o tempo como jornalista e até mesmo alguma outra atividade que você possa ter exercido anteriormente, você está nesse meio da escrita há quanto tempo? O que te influenciou a partir para esse ramo?  

(Bruno Inácio) Eu escrevo desde os dez anos. Sempre gostei muito de ler, por influência da minha mãe, e na escola, minhas professoras sempre elogiavam as minhas redações. Acredito que tudo isso serviu de incentivo para que eu buscasse me aprimorar cada vez mais. Mesmo hoje, continuo buscando meios para escrever cada vez melhor. Além de ler bastante, o que considero a principal atividade para escrever melhor, participo de cursos e oficinas, especialmente as literárias.

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(Papo Alternativo) Qual o objetivo e o público-alvo que você tem com a página?  Você possui alguma temática em especial para criar seus trabalhos?

(Bruno Inácio) O que busco com a página é mostrar o meu trabalho e, de alguma forma, causar uma reação positiva nas pessoas, como um sorriso, por exemplo. O público-alvo é composto por qualquer pessoa que se interesse por poesia, porém, pelas estatísticas da página, tenho percebido que a maior parte do público é formada por pessoas do sexo feminino, com idade entre 18 e 25 anos.

Não digo que tenho temáticas favoritas, mas acredito que tudo na vida gira em torno do amor. Claro que não falo apenas do amor convencional, entre duas pessoas apaixonadas, mas também do amor pela vida, pela arte, pela atividade profissional, pela natureza, etc.

(Papo Alternativo) Os textos são todos de sua autoria? Em que você se inspira para escrevê-los?

(Bruno Inácio) São todos textos da minha autoria, e existem muitas fontes de inspiração. Sou influenciado por sorrisos, por pessoas, pelo céu, por músicas, sentimentos e até por sonhos. Sou do tipo que acredita que há poesia em vários lugares, o que precisamos é desacelerar a vida para poder enxergá-la.

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(Papo Alternativo) Além do Facebook, existe alguma outra rede social pela qual você divulga esse trabalho? Ou você pensa em expandir a ideia buscando outros canais?

(Bruno Inácio) No momento, trabalho apenas com o Facebook, porém pretendo fazer uma exposição dos trabalhos no segundo semestre deste ano. A ideia é fazer quadros com os poemas e ilustrações e deixá-los à mostra em universidades, centros culturais, escolas e outros locais de toda a região.

(Papo Alternativo) Sabemos que a “O mundo na minha xícara de café” ainda é uma página nova, mas já dá pra ter uma ideia da repercussão dessa empreitada? O pessoal tem gostado e comentado com você sobre o seu trabalho?

(Bruno Inácio) Felizmente, o resultado tem sido melhor do que eu esperava. A página já caminha para mil curtidas, e diariamente tenho recebido elogios não só de amigos, mas também de pessoas que não conheço. Isso é extremamente gratificante, porque demonstra que o meu trabalho tem atingido o seu objetivo, que é tocar as pessoas.

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(Papo Alternativo) O Facebook utiliza de maneiras que para levar o conteúdo publicado adiante e chegar a um número maior de pessoas é necessário pagar para promover a publicação. Como você está lidando com isso? Esse te sido um ponto negativo para esse novo projeto?

(Bruno Inácio) Para os artistas independentes, como é o meu caso, investir dinheiro em projetos como este acaba sendo complicado. Porém, reconheço que é uma ferramenta muito inteligente do site, pois o Facebook identifica o seu público-alvo e faz com que a sua página chegue até as pessoas. Por conta disso, penso em investir futuramente nesse tipo de divulgação, pois acredito que haverá um resultado bastante satisfatório.

(Papo Alternativo) Bruno, a entrevista está chegando ao fim. Muito obrigado por ter conversado com o Papo Alternativo e espero que possamos compartilhar as novidades do seu trabalho por aqui em outras ocasiões. Essa última questão é reservada para você deixar um recado para o pessoal que acompanha o seu trabalho ou para mencionar algum assunto que não tenhamos abordado aqui. Sucesso com seu projeto.

(Bruno Inácio) Novamente agradeço ao Papo Alternativo pelo espaço concedido. Sabemos que hoje o espaço voltado à cultura é bem restrito, e fico feliz quando vejo projetos como o Papo Alternativo em atividade. Eu convido os leitores para que conheçam e curtam a página O mundo na minha xícara de café e desejo dias de muita poesia a todos.

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Para conhecer melhor o trabalho de Bruno Inácio, acesse a página no Facebook “O mundo na minha xícara de café“.

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