Banda Xóõ divulga seu primeiro álbum carregado de diversidade cultural

Por: Vinícius Aliprandino

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A banda Xóõ divulgou recentemente seu primeiro álbum, contando com uma diversidade cultural muito grande em suas influências.  O projeto é uma união de integrantes de várias bandas do cenário independente; e teve no total 168 horas de trabalho (uma semana) entre elas para chegar a sua conclusão e conseguir reproduzir na sua melhor forma seu som tribal, popular, conceitual e tecnológico mostrado nas oito faixas que compõem o disco.

As influências que resultam no som original da Xóõ vão do punk ao axé, passando pelo rap, e a música eletrônica; refletem o espírito da banda que tem nada menos do que oito integrantes de bandas já conhecidas na cena musical independente. Presentes nesse time estão  Bruno Schulz (produtor e músico, conhecido pelos trabalhos com Cícero), Cairê Rego e Felipe Pacheco (Baleia), Gabriel Barbosa (SLVDR e Posada e o Clã, também integrante da banda da cantora Duda Brack) e o mineiro Vitor Brauer (Lupe de Lupe). Completam o time Gabriel Ventura (Posada, Cícero, Duda Brack), Hugo Noguchi (SLVDR, Posada) e Larissa Conforto (Cheddars), os três também integrantes da Ventre.

O trabalho contou com os oito músicos na parte de composição e produção. A fase de pós produção ficou a cargo de Bruno Schulz e Felipe Pacheco, que também foi responsável pela edição e mixagem. Já a masterização foi realizada no estúdio Magic Master, pelo Matheus Gomes. A edição e mixagem trazem doses de música eletrônica.

“A maioria dos músicos do rock tende a ter horror a edição ou que as coisas soem sintéticas ou repetitivas, esse é o nosso trunfo, eu acho. Então as influências de cada um acabam se dissolvendo no meio do conjunto. Eu, Vitor, só comentei com todo mundo que a gente tinha de fazer um disco com muita energia, com ritmos rápidos, comentei sobre Death Grips, Burial, Atoms For Peace, mas cada música tem alguma coisa de bizarro, desde uma coisa meio Nirvana, até um punk bem sujo misturado com música eletrônica ou um rap ou um axé. Ouvimos muita coisa enquanto fizemos o disco, Modeselektor, Deftones e Black Alien são alguns nomes pra dar de exemplo”, analisa Vitor Brauer, vocalista.

Além da dedicação para realização de um trabalho impecável no quesito de som, a banda trouxe uma bagagem cultural muito grande em suas letras. As músicas são carregadas com letras cheias de conteúdo e em algumas é possível ter uma aula de história e contestação social, como são os casos da faixa “É Tudo Roubado”, “Passado Futuro”, “Gente Boa” e “Questão de Opinião”.

Xóõ por Paola Rodrigues

O single “É tudo roubado”, lançado em janeiro e disponível no Youtube foi a primeira amostra do trabalho da Xóõ.

No estúdio, com tanta gente integrando a equipe e ideias criativas surgindo e todos os lados, a todo momento, já dá pra imaginar que o trabalho não foi fácil.

De acordo com Vitor Bauer, o mais difícil foi arranjar e organizar as composições. Bauer conta que cada um dos integrantes chegaram com uma ideia e a partir disso eles iam desenvolvendo em cima dela. Segundo ele uma das complicações pode ter acontecido pelo fato das músicas a princípio estarem muito desconjuntadas. “Cada um chegava com uma ideia e íamos criando por cima. Esse começo foi complicado. Tínhamos de gravar as baterias sem nem saber como as músicas iam ficar ou se iam dar certo. Acho que pode ter sido complicado depois editar e mixar todas as ‘doideiras’, porque as músicas estavam muito desconjuntadas. O Pacheco teve de fazer mágica”, conta o músico.

Para conferir o resultado desse primeiro trabalho da Xóõ basta acessar os links abaixo.

Spotify 

Deezer

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iTunes

Napster

Rhapsody 

Youtube

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