Labuta do trabalhador é retratada em clipe de Diego Marques

Por: Vinícius Aliprandino

Diego Marques - Sonhadores (Clipe Oficial) Base_Limpa

Filmado em diversos locais da cidade do Rio de Janeiro, o cantor e compositor Diego Marques lançou o clipe da música “Sonhadores”.

No desenrolar da história, o Palhaço Funil, personagem do videoclipe interpretado pelo próprio Diego, faz suas estripulias pelas ruas do Rio, indo do Botafogo a Urca, demonstrando a realidade do trabalhador.

A canção faz parte de “Andanças”, EP de estreia do cantor, que foi lançado uma semana antes do clipe ser divulgado na internet.

Funil, batizado há pouco tempo, acompanha o artista a mais tempo do que a própria música. “O Funil sou eu. Eu sou o Funil. Acho que a palhaçaria me trouxe profundamente o entendimento do estar no mundo como brincante, com aquele olhar de poesia que falta no dia-a-dia”, comenta Diego.

Em “Sonhadores”, a rotina do trabalhador que luta por algo para si ou para o patrão é retratada, com a diferença de que Funil ao invés de receber em dinheiro, ganha seu salário em sorrisos. Para Diego, a canção é uma espécie de oração ao trabalhador.

Apesar do clima realista, a canção e o vídeo, assim como o nome da música – “Sonhadores” – trazem um ar de batalha e esperança à vida daquele que tem a labuta em sua rotina.

“O palhaço trabalha no calcanhar do povo, nas praças e ruas movimentadas. É a figura do perdedor que é repleto de poesia e vitória. É aquele para quem tudo dá errado, mas no fim dá certo”, explica o cantor.

 

frame-funil

A direção do vídeo ficou por conta de Almir Chiaratti. Segundo ele a intenção foi retratar um dia da vida de Funil buscando sua sobrevivência. “A ideia foi sair e gravar quase que documentalmente um dia do Palhaço Funil tentando sobreviver. Queríamos fazer um contraponto à letra da música e deixar que quem assista tire a própria interpretação da cachola”, conta o diretor.

Na música, Diego cita um trecho da poesia “Seu dotô me conhece?”, do poeta, cantor e compositor nordestino Patativa do Assaré.

Seu dotô, só me parece
Que o sinhô não me conhece,
Nunca sôbe quem sou eu,
Nunca viu minha roça,
Minha muié, minha paioça,
E os fio que Deus me deu.

Se não sabe, escute agora,
Que eu vou contá minha história,

Tenha a bondade de ouvi:

Eu sou da crasse matuta,
Da crasse que não desfruta
Das riqueza do Brasi

“Andanças” traz ainda as canções “Carnavalesco”, “Capoeira” e “Prólogo Sertanejo”. Assista ao clipe de “Sonhadores” e ouça o EP completo nos links abaixo.

 

 

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