EP homônimo da Montenegro traz letras e riffs potentes

Por: Letícia Moraes

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Letras que escancaram a realidade de uma sociedade de aparências, com uma guitarra nervosa e muita energia musical registram o EP de estreia da banda Montenegro, que tem sua origem marcada em Petrópolis e radicada no Rio.

O grupo se uniu para dar voz às suas ânsias criativas, com uma bagagem baseada em Queens of the Stone Age, The Mars Volta, Rage Against the Machine, Faith no More e Black Sabbath, conseguiram alcançar um som vibrante em seu primeiro EP

Formada pelo quarteto Glaucio Reynaud (vocal), Felipe Duriez (guitarra), Vinicius Junqueira (baixo) e Bruno Bade (bateria). A gravação foi feita por Gabriel Arbes e Fellipe Mesquita no estúdio Superfuzz. A produção, mixagem e masterização ficaram por conta de Gabriel Zander.

As canções se desenvolvem com críticas sociais, energia, vigor e poderosos riffs. As letras surgiram das vivências dos músicos, amigos próximos e da sociedade como um todo. A canção “Tarde Demais” já havia ganhado uma versão ao vivo que levou a banda à seletiva da etapa carioca do Circuito Banco do Brasil

Em “Sociedade do Espetáculo” observamos uma relação direta com a obra de Guy Debord, com uma temática baseada em alienação e doutrinação causada pela mídia de massa que tem como objetivo manipular o público.

A canção “Além do escafandro” busca na história de um depressivo respostas para a vida não sair como planejada, mostrando a influência que os problemas e obstáculos têm na busca de nossos desejos.

Em “Tarde Demais” vemos a vida moderna estampada, mostrando as consequências reais de nos tornarmos opinadores virtuais, que são separados e protegidos por uma tela, preservando seu anonimato, mostrando o arrependimento que existe após o “enviar”.

“Paradoxo” faz uma brincadeira com a dualidade de escolhas (ou a falta delas), a relação entre expectativas e realidade, fala sobre depender da opinião e decisão de outros e como isso impede a nossa vida e nos faz agir como não queremos.

Em “Quimera” existe um debruçar-se sobre o imaginário, fantástico e utópico. Com ideia baseada na realidade paralela em que algumas pessoas vivem, distorcendo a realidade.

E finalmente, “Metanoia” traz aspectos sobre transformações, mudanças radicais, arrependimentos e quebras de comportamento, tendo relação com ideias de Jung por tratar da auto-cura. Como se nos mostrasse que cada “porrada” traz um aprendizado.

Todas as canções fazem parte de um amadurecimento musical promissor na cena carioca. Com esse trabalho a banda cria sua identidade única, reunindo vivências múltiplas e fatos cotidianos.

Você pode prestigiar o trabalho pelo Spotify e também pelo Youtube.

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