“Dia Vermelho” é o novo livro do batataense Valdeci Santana

Por: Vinícius Aliprandino

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Recentemente o escritor batataense Valdeci Santana lançou o livro “Dia Vermelho” – seu mais novo trabalho como escritor. O romance teve seu lançamento realizado em Batatais-SP, na sexta-feira, 13 de agosto, na Estação Cultural, onde Valdeci recebeu amigos e conhecidos para celebrar essa nova etapa de sua carreira.

Em uma noite recheada de música, sessão de fotos e autógrafos, e comes e bebes, o escritor discursou aos presentes em clima de descontração e brincadeiras.

O romance conta a historia de dois irmãos afegãos (Raíca e Zohib), separados ainda jovens devido aos conflitos diários que rondam o país. Na narrativa, Raíca é uma criança que foi vendida aos 10 anos para casar-se com um parente mais velho. O  romance tem como tema a vida conjugal e o cotidiano afegão, abordando as relações amorosas e políticas, bigamia, homossexualidade e o fanatismo religioso.

“Dia Vermelho” teve a edição da Multifoco, editora do Rio de Janeiro, a qual realizou uma parceria com a PoloBooks, editora de São Paulo, que ficará responsável pela distribuição do livro no estado.  O romance terá a tiragem de 2 mil exemplares no Brasil e 6 mil para o exterior. Todos os custos de produção foram bancados pela editora.

“A intenção da editora é trabalhar ele (o livro) no exterior, para o meu nome ficar conhecido por lá. A editora visa o lado comercial e eu não. Eu viso o lado de novas culturas. Já estou começando a pesquisar ali a minha próxima vítima, pra começar a escrever”, revelou o autor.

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O autor e seus trabalhos

Valdeci Santana é natural de Campina Verde-MG, mas quando criança, no fim dos anos 90, se mudou para Batatais-SP, onde desenvolveu a paixão pela leitura e a escrita. De acordo com o autor, suas primeiras influências foram livros como O Pequeno Príncipe e nomes como Monteiro Lobato.

“Tentei poesia, vi que não era minha praia, mas alguma coisa estava acontecendo. Eu queria escrever alguma coisa. Tentei música, vi que não era minha praia. Aí foi onde eu encaixei assim, livro é o que eu gosto”, contou Valdeci.

Para pesquisar dados e escrever seu novo trabalho, o batataense contou com a ajuda de uma amiga afegã, que atualmente mora em São Paulo. Santana explicou  ao Papo Alternativo que por se tratar de um país fechado, existe muita dificuldade para ter acesso ao material, mas conseguiu  entender e enxergar melhor o país através dos olhos da amiga afegã e de pesquisa com livros. Para realizar todo esse processo foi necessário um ano em busca de conteúdo para que a narrativa tomasse forma. “É muito difícil esse tipo de pesquisa porque é um país fechado.  Ainda mais sobre a época do Talibã, quase não se tem muito material. Então quem conhece é quem esteve lá, e eu conheci uma pessoa que esteve lá, que mora lá inclusive. Ela é de São Paulo, o esposo é brasileiro, mas ela é afegã. E através dela eu comecei a enxergar o Afeganistão com os olhos dela. Porque a gente sabe muito do Afeganistão naquela ideia global que é terrorismo e tudo. A gente não olha com o olho do afegão, daquele dia a dia e tal. Então enxerguei o Afeganistão com ajuda, na verdade,  e também com a pesquisa através de livros”, explicou.

Além de “Dia Vermelho”, Santana lançou recentemente o romance “A Prima Rosa”. Entretanto, até o momento o livro não ganhou edição impressa. De acordo com o autor, por hora, a ideia é no sentido de estudar uma forma de marketing para a internet, a fim de divulgar este outro trabalho.

Anterior a esses dois lançamentos, Santana já escreveu o livro “As Palavras e o Homem de Bigode Quadrado”, publicado em 2013.

Um dia de cada vez

Com relação ao futuro, Valdeci prefere não pensar muito nisso. O escritor prefere deixar as coisas acontecerem de maneira natural sem criar expectativas com o que deve lançar ou os resultados de seu atual trabalho. Para evitar a frustração o lema é pé no chão e viver um dia de cada vez. “Eu tento não ir muito naquela onda que a editora cria “Olha vamos lançar em tal lugar”, porque eu tento focar . Saiu aqui hoje do lançamento, amanhã é um novo dia em que vou buscar um novo filho e começar a trabalhar. Então quando eu afundo em outro trabalho, eu praticamente amenizo a expectativa, porque se criar expectativa, eu acho que é o pior. Quando você se lança em uma carreira criando uma expectativa, o passo mais fácil é o da frustração. Eu deixo rolar, deixo acontecer. O legal de escrever é deixar acontecer”, finaliza.

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