Supercombo lança “Rogério”e concede entrevista ao Papo Alternativo

Por: Vinícius Aliprandino

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Criada em 2009, com quatro álbuns na bagagem, participação em programa da televisão brasileira, arrastando uma multidão em seus shows e crescendo a cada dia mais dentro da cena musical, esse é o perfil do Supercombo. Uma banda nascida em Vitória – ES, mas que atualmente vive na grande São Paulo.

O grupo tem sua pegada no rock alternativo, indie ou como eles mesmo se intitulam “rocknerd de humanas”. Ainda quentinho por estar saindo do forno, o álbum “Rogério” é seu mais novo trabalho que vem pra ser o sucessor de “Amianto”, o anterior que já havia agradado muito o público da banda, fazendo-os conquistar ainda mais pessoas para se juntar a legião que acompanha os capixabas.

O novo álbum vem com a responsabilidade de manter a qualidade, mas além de fazer isso muito bem, a banda mostra aqui que toda essa bagagem que tem conquistado, serviu de experiência muito positiva.

O disco possui 12 faixas e traz participações especiais que vão desde bandas novas, até nomes consagrados da música brasileira.  É mais do que apenas um combo de boas notícias e qualidades para essa banda, fazendo jus ao nome é um supercombo disso tudo e muito mais.

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Aproveitando essa fase, o Papo Alternativo entrevistou um dos integrantes desse time: a representante das minas na trupe Carol Navarro (baixista). Na conversa, a artista falou sobre o álbum, experiência, dificuldades da cena, presença de palco, planos para o futuro e outros assuntos também importantes, que fez questão de responder com o mesmo carisma que eles têm no palco e no dia a dia. Mas agora chega de introduções e vamos à entrevista.


(Papo Alternativo) Olá, Tudo bem? Primeiramente muito obrigado por conceder essa entrevista e parabéns pelo trabalho que a banda vem desempenhando. Pra começar conta pra gente como a banda surgiu e de onde vocês se conhecem. Como decidiram formar o Supercombo e o significado do nome da banda.

(Carol) A banda surgiu como projeto paralelo de outras bandas e acabou tomando conta de nossas vidas.

Essa última formação tem três anos e se consolidou no “Amianto”. O nome surgiu por causa da mistura de sons e influencias que formam as nossas musicas e acabou fazendo ainda mais sentido agora com essa nova formação que tem um de cada estado do país. 🙂


(Papo Alternativo) Eu estava no show de vocês no João Rock em Ribeirão Preto e posso dizer que a banda me surpreendeu muito. Apesar de já gostar das músicas do Supercombo, não sabia que vocês conseguiam transmitir aquela energia ao vivo. Conta pra gente como funciona isso. Vocês costumam ter aquela vibe em todos ou aquele foi um show a parte?

(Carol) Não sei explicar muito bem, mas acho que o lance é que a gente se sente mais a vontade no palco do que fora dele. Uma galera acha que a gente usa muitas drogas antes de subir no palco por causa da mudança de comportamento de fora pra dentro do palco. Mas, a gente só é doido por tocar mesmo!!

A troca de energia com o público é essencial e faz toda diferença. Posso dizer que somos viciados em show! haha

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(Papo Alternativo) Aproveitando o gancho, já que estamos falando do João Rock, o que representou pra vocês tocarem nesse festival e qual foi a repercussão que isso acarretou a vocês?

(Carol) É muito legal poder tocar nesses festivais de grande porte e poder mostrar nosso som pra uma galera que nunca viu a gente ao vivo. Como disse antes, somos viciados na experiência dos shows e sempre que tem uma galera, grande ou pequena, querendo cantar nossas musicas a gente se sente honrado!!


(Papo Alternativo) Sobre o nome do álbum “Rogério”, vocês se inspiraram em alguém em específico pra dar esse nome ao álbum? No mesmo show desse ano no João Rock, um técnico entrou no palco pra fazer não lembro o que. Nisso, o Léo Ramos pediu aplausos para o Rogério. Esse cara realmente se chamava Rogério? O nome do álbum foi inspirado nele?

(Carol) O Rogério que apareceu no João Rock é o personagem da capa!! Mas o nome dele não é Rogério não.

O nome do disco veio através de uma brincadeira sobre nomes estranhos de disco e acabou pegando. Mais pra frente no processo de composição das letras surgiu a ideia de representar o lado ruim de tudo com um nome próprio.  Achamos a ideia ótima e como a Supercombo não tinha nenhum disco “temático” na sua história, a gente resolveu assumir o conceito e contar a história do Rogério no disco.

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(Papo Alternativo) A logística de tudo é algo que realmente muda quando a banda passa a ter uma agenda lotada, auditórios carregados de pessoas cantando de cor e salteado as canções de vocês. Mas nesse aspecto o que mais vocês perceberam de mudanças entre o Supercombo atual e a banda antes de conseguir ter esse alcance que conquistaram e seguem aumentando?

(Carol) Estamos cada vez mais focados na nossa carreira e em como isso influencia muita gente. Acho uma preocupação importante de se ter, afinal tem muita gente levando nossas letras como verdade por aí. É legal poder ver a evolução do nosso público com diversas questões que a gente levanta.

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(Papo Alternativo) Viver de rock no Brasil é algo, às vezes, um tanto complicado. As bandas têm um espaço menor pra aparecer devido à aceitação de boa parte da população por outros gêneros musicais. Entretanto, no Supercombo eu percebo que existe uma facilidade, algo muito natural em passear por outros estilos e conquistar um público maior, sem perder a essência de uma banda de rock. Isso é um fato? Vocês também entendem e enxergam dessa forma?

(Carol) Sim e acho que estamos num processo muito interessante de aceitação no meio musical e na arte em si. O espaço de grandes canais abertos e tudo mais se conquista com o tempo e eles próprios estão enfrentando essa mudança tecnológica também. Cada vez mais a gente vê o Youtube criando audiências que ultrapassam até as que a TV alcança.

Acho que nossa “facilidade” de passear por diversos públicos vem de nossa essência como pessoa mesmo. Somos muito ecléticos e tentamos aceitar as diferenças da melhor maneira que conseguimos sem criar barreiras e tentando fazer o que a gente acha “certo”.

(Papo Alternativo) Com relação ao “Rogério”, o que mais vocês perceberam de diferença para a os trabalhos anteriores da banda?

(Carol) É um disco bem mais complexo “harmonicamente” falando e ao mesmo tempo muito popular pois conversa com o cotidiano de muita gente. Acho que é o disco mais pesado da banda e provavelmente o mais divertido de tocar ao vivo.


(Papo Alternativo) A cena do Espírito Santo tem revelado vários nomes da música, além de vocês poderíamos citar bandas independentes que estão há bastante tempo na cena e conquistado seu público. Já teve outros casos de bandas que saíram do Espírito Santo com destino a São Paulo. Isso também acontece em vários outros estados do Brasil. Explica pra gente o que tem de tão diferente em São Paulo e que não tem na cena lá de Vitória. E o que vocês acreditam que seja necessário para fortalecer as cenas locais para que aquelas bandas de lá que não tem essa oportunidade, conquistarem um público maior e crescerem?

(Carol) São Paulo é o centro do país. Todas as grandes companhias de entretenimento tem sede aqui e isso influencia o mercado diretamente. Por ser uma cidade muito populosa as oportunidades também são bem maiores por aqui. Mas acho que a cena do país inteiro vem mudando por causa desse pensamento de união que esta rolando entre as bandas. O mercado digital também democratizou um pouco o lance de você poder ouvir de TUDO sem precisar fazer muito esforço.


(Papo Alternativo) Vocês são parte de uma nova geração de bandas de rock espalhadas pelo país que estão a todo o vapor. Podemos dizer que as coisas tem melhorado para o rock nacional? O que vocês percebem de maiores dificuldades dentro ainda dessa cena?

(Carol) Sim. O avanço das plataformas digitais tem facilitado bastante o consumo do rock independente brasileiro, tirando a necessidade de ter grandes gravadoras pra fazer o artista ter sucesso.


(Papo Alternativo) Sei que as expectativas devem ser enormes, mas conta pra gente como está sendo esse início de lançamento de “Rogério”, e o que vocês esperam conquistar ainda mais, assim, de diferente do que fizeram até o momento com os trabalhos anteriores.

(Carol) A repercussão não podia ser melhor. Desde o “vazamento” do disco no Spotify antes do lançamento oficial todos os comentários tem sido positivos. Mesmo os fãs mais xiitas que sempre dizem que preferiam o disco anterior estão recebendo o Rogério muito bem. Pra gente é muito legal ver um disco complexo e que representa muito bem a nova fase da banda ser recebido tão bem por todo mundo. Esperamos rodar o país inteiro e alcançar lugares que ainda não chegamos.

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(Papo Alternativo) Como foi a escolha do pessoal das participações especiais? E como foi pra vocês tocarem ao lado de novos nomes da cena e até daqueles que vocês com certeza cresceram escutando e sendo influenciados?

(Carol) Na verdade foi uma escolha muito espontânea. Temos muita sorte de ter tantos amigos talentosos que podem contribuir pra deixar nosso disco ainda mais legal!


(Papo Alternativo) Vocês acabaram de lançar um álbum novo. É claro que essa é a maior novidade que vocês têm no momento e que talvez seja cedo pra pensar em outros trabalhos, até porque o foco é divulgar o “Rogério” e cair na estrada. Mas como a correria é intensa e as coisas não param, vocês já têm outros planos para o futuro, como algum clipe a ser lançado? 

(Carol) Estamos na pré produção do primeiro clipe do disco e preparando a turnê nova. Vai ser MASSA!

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(Papo Alternativo) Com relação a presença de palco de vocês. Quem assiste a um show do Supercombo nota que vocês tem muito entrosamento não só musical, mas também nesse aspecto. Vocês pulam, alternam de lugar no palco, você pula com muito pique, em cima de um salto durante o show inteiro – e vocês fazem isso tudo sem perder a energia. O que vocês fazem pra treinar e poder ter essa vibe e esse entrosamento?

(Carol) A gente ensaia bastante e como moramos muito próximos um do outro a afinidade já é muito natural.

Mas acho que o que transparece muito nos palcos é nossa felicidade de fazer o que a gente gosta e ter sempre tanta gente querendo assistir. O palco é nosso lugar favorito sem nenhuma dúvida e a gente se sente muito confortável lá!

(Papo Alternativo) Muito obrigado pela entrevista. Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho que vocês vêm desempenhando, ainda mais agora com o novo disco. Ficou fantástico. Desejo muito sucesso e estrada pro Supercombo. Esta última questão é reservada pra vocês deixarem uma mensagem ou falarem sobre algo que não tenha sido abordado na entrevista.

(Carol) A gente que agradece o espaço!! Pra ficar por dentro das novidades é só acessar www.supercomborock.com e se cadastrar no mailling.

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Você pode ouvir “Rogério” clicando nos links abaixo.

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