O que fazer quando “Coisas Estranhas” acontecem? – Especial Stranger Things

Por: Letícia Moraes

O TEXTO CONTÉM SPOILERS!

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Como é possível se apaixonar por oito episódios de pura tensão? Misturando representações clássicas dos anos 80, mistério, suspense, waffles e The Clash.

A história se inicia com um grupo de quatro amigos jogando RPG, acontece que o jogo acaba por se tornar “realidade”. O desaparecimento de Will faz com que a história se desenrole e a cada episódio surgem coisas novas. Confesso que por diversas vezes eu quase esqueci de respirar ao passar por alguma cena alucinante.

Dentre essas cenas poderia citar várias, mas vou me contentar a mencionar duas que fizeram nossa base psicológica tremer: Quando Mike pula do penhasco e é salvo por Eleven, e quando ela faz o furgão que os encurralava “voar” por cima de suas cabeças. O seriado além de ótimo roteiro, ainda tem efeitos especiais dignos.

É muito difícil encontrar filmes ou seriados “de monstros” que chamem a atenção de uma faixa etária que está entre o jovem e adulto, como no Stranger Things. Quando me refiro a monstro quero dizer o “Demogorgon” (como diria o grupo de quatro amigos mais a especial garota que os acompanha).

Outro fator de destaque da série é que eles não se preocuparam em explicar todas as situações nessa primeira temporada (e nem sabemos se irão explicar). Eles não disseram em momento algum do que realmente se tratava aquela “coisa” ou qual seria o seu verdadeiro nome (talvez nem eles soubessem).

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Tudo o que sabemos é que se trata de um ser de um mundo paralelo, onde tudo é exatamente igual, mas bem mais sombrio. E sabemos que um portal foi aberto graças às peripécias mentais de Eleven que eram estudadas, com outros intuitos, pelo Dr. Brenner.

A garota consegue fugir, talvez pelo medo “da coisa”, talvez por ter notado as reais intenções impostas a ela, ou apenas pelo cansaço daquela vida de cárcere. E é encontrada pelos três garotos que buscavam encontrar seu amigo Will (engolido pelo mundo sombrio).

No desenvolver do mistério encontramos a mãe do garoto perdido que garante poder se comunicar com ele através de luzes. Sendo taxada de “doida varrida”, ainda mais quando um suposto corpo do seu filho aparece. Seu primogênito a teria achado maluca também, se não fosse graças a Nancy que, por ter perdido sua amiga Barb, passa a se envolver no caso.

Além disso o policial Hopper começa a achar algumas situações muito estranhas e passa a inspecionar o caso mais de perto. Até descobrir que o corpo encontrado no lago não era real, se tratava apenas de um “clone” acolchoado por algodão. Isso faz com que ele passe a ajudar Joyce (mãe de Will) na sua busca.

Alguns fatos da história parecem ser desclassificados para o contexto, mas conforme os episódios decorrem você acaba por entender os motivos. Como por exemplo: Por que Nancy tinha que se interessar por um tipinho feito o Steve? Até antes do desaparecimento de Barb achei que era um “mata tempo” com cenas descontraídas, depois tudo passa a fazer algum sentido.

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No seriado todas as coisas se ligam de alguma forma, não existem informações irrelevantes e se teve algo que lhe passou com essa impressão, talvez você precise assistir de novo. No final das contas Eleven tinha relação com o mundo invertido, que tinha relação com o monstro encontrado na floresta, que tinha relação com o desaparecimento de Will.

Essas e outras relações só vão aparecendo conforme vamos assistindo, e apesar de desde o início acharmos que realmente se encontrariam em algum ponto, não sabíamos dizer exatamente como. Cada episódio sempre termina com uma interrogação que dá nós em nossa mente.

A criação dos irmãos Duffer foi genial! E se a intenção deles era de fazer a vontade pelo seriado não saciar antes da última gota, estão de parabéns, pois conseguiram. E confesso que mesmo com o término da série necessito da chegada de uma segunda temporada, ainda existem “coisas estranhas” para desvendar.

O final é heroico, pois os três grupos de busca se unem, quando me refiro aos grupos quero dizer: Os garotos e a Eleven, Joyce e Hopper e Jonathan e Nancy. Eles agregam suas informações e criam um ápice de expectativas.

No clímax da situação o policial e a mãe desesperada partem em uma busca perigosa pelo garoto através do portal que leva à outra dimensão. Enquanto Eleven tentar fugir de ser capturada junto de seus amigos, e ao mesmo tempo o casal que por decepção não fica junto no final, Jonathan e Nancy, tentam derrotar o “Demogorgon”.

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Apesar de tantas informações no desfecho da série, nossa mente não se perde do foco. Will finalmente é encontrado e levado de volta ao seu mundo. Eleven consegue derrotar o monstro e acaba por se desintegrar junto dele (ou não).

Quando achamos que a única tristeza do final seria o desaparecimento da protagonista, vemos Nancy ficar com Steve no final (sério?), eu sei que a intenção era de fazer um fim surpreendente, e conseguiu, mas… Sério? Claro que esse detalhe, nem de longe, faz a série se tornar ruim.

Além disso acabamos por criar um laço de esperança ao ver o policial levar waffles para o meio da floresta. Estaria Eleven em alguma dimensão? Ela vai voltar? Manda logo essa segunda temporada!

E pra completar a nossa tensão final, percebemos que há ainda algo de muito errado com o pequeno Will. Ele parece ter lapsos momentâneos do mundo invertido, bem como passa a vomitar umas gosmas ou lesmas, ou sei lá que tipo de parasita vem a ser aquele.

Com um desfecho desses só temos algo a afirmar: Ainda existem muitas “coisas estranhas” para serem explicadas…

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