Diego lança seu segundo EP instrumental: Sonidos II

Por: Letícia Moraes

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Em agosto do ano passado, Diego Souza Arruda, excelentíssimo compositor de Valinhos (SP), lançou um trabalho instrumental espetacular: Sonidos. Recentemente, ele acaba de dar continuidade a esse incrível trabalho com o surgimento de Sonidos II.

Ele garante que esse novo trabalho foi difícil, porém delicioso. Não se trata de um trabalho radiofônico, nem pop, é muito mais do que isso, é algo que precisamos, um respirar fundo que vai além da cativante alma, para buscar sonhos perdidos e vagar em oceanos misteriosos. Não há como explicar, é preciso sentir!

Diego também contou pra gente que já tem uma faixa quase pronta, com elementos inspirados na música andina e algumas ideias abstratas que poderão fazer parte do seu próximo trabalho.

Confira essa pequena entrevista que realizamos com Diego:

(Papo Alternativo) Quais foram suas inspirações em estilos e músicos para criação do Sonidos II?

(Diego) Na realidade, não foi nada muito pensado. Desde de 2015 venho pesquisando sobre flamenco e música indiana. Porém dois eventos serviram de estopim para o início das composições e gravações. O primeiro foi a apresentação de um músico (Renato Vianna) em um restaurante, ele tocou “Berimbau” do Baden Powell, eu fiquei com isso na cabeça. O segundo, foi que eu pretendia compor uma música (“Besouro”, no caso) para o Evento de “Batismo” e Troca de cordas, do Grupo de Capoeira do qual participava. Porém ao começar as gravações, mantive as inspirações espanholas e acrescentei o tambor (de bambu), um ganzá xamanico e caxixi. Com o uso do tambor e do ganzá inicio o EP, saudando meus (nossos) ancestrais indígenas mas só sabia entoar cântico de guerra (risos). Com caxixi, faço remissão aos ancestrais negros, sempre “costurando” tudo com os violões. Na faixa final, troquei o violão de nylon, por um violão de cabaça, que afinei como o sitar indiano e fiz uma melodia mais meditacional. Há uma faixa que foge disso tudo, por ser mais “agressiva” mas tem influência de gypsy-punk e folk-punk. O caminho é esse. Posso citar inspirações de músicos como o próprio Renato Vianna, meu professor de capoeira Calafrio (Ronaldo Lopes) que sempre me incentivou a fazer experiências sonoras com auxílio de capoeiristas, Sérgio Rossi (ex-professor de percussão), que me disse que um músico, não deve se limitar a um estilo ou gênero. Mas para este Sonidos II, especificamente não há nomes, ouço muita coisa diferente, por exemplo, estou respondendo ouvindo Nightwish (risos).

(Papo Alternativo) Ao ouvir seu trabalho podemos notar que existem variações de arranjos e mesclas de estilos. Isso deve ocupar muito tempo de estudo e prática. Quanto do seu dia você dedica a música?

(Diego) Essas mesclas surgiram acidentalmente. Eu não sentei e decidi fazer isso. Eu já tinha a vontade de produzir outro trabalho solo, como o “Sonidos I”. A faixa de abertura,!Da terra (Origem de tudo)” surgiu após eu ouvir Arandu Arakuaa, que é uma banda brasileira de metal, cantado em tupi. “Besouro” (temas & improvisos) já tem uma “pegada” mais afro-brasileira, inspirado no toque de São Bento Grande da capoeira regional, inclusive o “Besouro Mangangá”, Manoel Henrique Pereira, é um mito icônico da capoeira. Sim ocupa (riso), não sei mensurar, é da hora que acordo, até a hora de dormir; uma vez que, se não estou tocando algo, estou ouvindo, se não estou tocando ou ouvindo, estou lendo sobre. Ou tudo de uma vez.

(Papo Alternativo) Você pretende seguir adiante com novos trabalhos instrumentais?

(Diego) Sim pretendo, pois não sou um bom vocalista (risos). Na verdade, me encontrei na música instrumental mas não “música instrumental para músico”, até porque sou meio direto ao assunto, dou o recado e pronto. Nesse aspecto sou mais harmônico que melódico… Tenho algo gravado que tem influência de música andina, com flautas e afins, mas posso adiantar que o próximo EP não terá um centro musical (flamenco, gypsy-punk etc) pois me apaixonei por “cigar box guitars” e gourd banjo (banjo de cabaça, tanto que construí meu próprio banjo de cabaça) que tem origem africana; note como a música acaba se mesclando, sem querer, acaba sendo inevitável. O que tenho em mente, são os instrumentos que pretendo usar, como: violão nylon, tambor de bambu, ganzá, caxixi (que são o centro de tudo), violão de cabaça, flauta de bambu; talvez algo diferente como uma mala antiga e meu banjo de cabaça.

Se você assim como eu quer se emocionar com o instrumental do Sonidos II, pode escutar através do soundcloud:

https://soundcloud.com/user-536538793/sets/sonidos-vol-ii

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