Zerzil lança clipe com elenco convidado via aplicativos de paquera

Por: Letícia Moraes

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O primeiro single do cantor Zerzil “Yo Fico Mucho Loko”, permeia sobre a loucura e libertação sexual. Com uma vibração eletropop que convida as pessoas a aceitar a quebra de tabus. No vídeo podemos ver um fervoroso ménage à trois, que se intercalada com cenas de uma pista de dança com muita cor e neon.

Em cena, além dos atores Alice Dale e Henrique Sodré, há a presença de um grande elenco de apoio, que foi recrutado via aplicativos de paquera como: 3nder, Grindr, Happn, Hornet, Scruff e Tinder. O clipe conta com direção de Alice Turnbull e roteiro do próprio Zerzil.

Com uma letra contagiante e uma sonoridade de pista, a música visa uma certa liberdade. Palavras em outras línguas, como no título da canção, exploram o conceito universal de prazer e sexualidade, ambos assuntos que serão mais explorados no disco que está por vir. O espírito libertário do cantor está todo encravado em cada detalhe de “Yo Fico Mucho Loko”, indo contra o conservadorismo atual.

O cantor é natural de Montes Claros (MG) e radicado no Rio de Janeiro, interessado em música desde sempre, ingressou no Conservatório Lorenzo Fernandez aos 9 anos, onde pode estudar violão, teatro e piano até seus 23 anos, o que culminou em sua formação em canto. Fez parte da banda Le Cabaret, o que lhe abriu as portas para as composições, depois se especializou em Vocal Styles pela Berklee College of Music.

Em sua nova fase artística Zerzil vai explorar seu potencial pop, mas sem deixar de lado as referências que o acompanham desde o início, como: Andy Warhol, MC Escher, JK Rowling, Almodóvar, Xuxa, George Lucas, entre outros. Agora ele traz para seu som estilos como os de: Stromae, Disclosure, Tropkillaz, Major Lazer, Lady Gaga, Years & Years, Clementina de Jesus e Bjork.

Com essas vastas influências Zerzil conseguiu participações especiais em trabalhos de artistas como: Ana Sucha, Laura Zennet, Carol Faria, Suely Mesquita, Dennis Novaes e Andresa Amaral. Em “Yo Fico Mucho Loko” Zerzil se faz em todos os personagens e nenhum deles ao mesmo tempo, dançando banhados em neon.

“A música sempre foi um instrumento de protesto e de libertação. Seja engajada em movimentos políticos e de contracultura, ou como um hino que faça você bater cabelo numa boate dance, ou pular e gritar numa roda punk num festival de rock. A música tem infinitas funções, pode ajudar uma pessoa a se aceitar, a se amar, a lutar pelo seus sonhos… ou simplesmente a passar a olhar para um assunto de um ponto de vista diferente. Uma música que traz em suas letras elementos como esses têm um importante papel social bilateral, tanto como um instrumento para abrir a mente de pessoas mais conservadoras, quanto como um meio de empoderamento para aqueles que precisam acreditar mais em si mesmos para se libertarem das enferrujadas amarras sócio-culturais do passado e, assim, viver uma vida livre de medos e plena de realizações”, analisa o cantor.

 

 

 

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