Almir Chiaratti lança vídeo de “É o Fim” com realidade virtual

Por: Letícia Moraes

almir_chiaratti_eofim_foto_2d_divulgacao

A realidade virtual é um recurso que já foi utilizado por grandes nomes como: Stevie Wonder, Paul McCartney e Ivete Sangalo. Agora Almir Chiaratti, cantor e compositor carioca, acaba de lançar dois vídeos através dessa tecnologia. O primeiro foi “Bantu” (em parceria com Diego Marques) e agora “É o Fim”. Os trabalhos audiovisuais foram gravados com uma câmera em 360°.

Os dois vídeos produzidos pelo Almir, foram feitos com o que há de mais avançado em questão de realidade virtual 360°. Lettering 3D e som espacializado com headtracking. O que nos remete a pensar que, embora os vídeos pareçam surgir de uma temática caseira e simples, existe muita complexidade no trabalho.

Essa técnica permite uma sensação de verdadeira imersão musical. Pois pensando em um show como ambiente, a ferramenta utilizada faz com que o público que está assistindo possa ouvir mais a voz quando está olhando para o vocalista, ou mais um instrumento quando está olhando para o mesmo.

A produção não teve custos, foi uma parceria entre amigos. Adolfo Paiva emprestou a câmera, Caio César Loures emprestou o gravador multicanal, Mateus da Silva emprestou um microfone que faltava, os arranjos, ambientação e linguagem foram desenvolvidos com Diego Marques e Eduardo Rezende, Ulisses Alves desenvolveu a computação gráfica, Sérgio Carvalho e Barbanjo Reis fizeram as mixagens e por fim Maurício Gurgel ficou por conta da masterização e áudio especializado.

Almir concedeu a nós uma breve entrevista sobre sua experiência com esse trabalho:

(Papo Alternativo) Quais foram suas inspirações para a criação da canção?

(Almir Chiaratti) Essa canção fala de um momento de estagnação na minha vida, eu não conseguia ver perspectiva nas coisas que fazia nem fazer meus projetos artísticos andarem, aí deprimi. Essa é a terceira faixa do meu 1º CD, “Bastidores do Sorriso”, e marca exatamente essa transição na minha vida que é a linha narrativa que usei pro disco: um início mais caótico e tenso, até certo ponto estático e intimista nas faixas “Bastidores do Sorriso” e “Navegantes de Noé” que finda literalmente com a “É o Fim”.
Houve a ideia de fazer uma faixa com três partes e quase 15 minutos de duração com as três faixas mas não vingou.

A “É o Fim” é uma música importante pra mim porque me curou e encerrou um processo fundamental na minha vida. Ela abre caminho para “o outro” no CD que é quando a gente começa a ter interlocutores no disco, eu passo a cantar para alguém que não eu mesmo, surgem os “vocês” na 4ª faixa, “Não Se Engane”, e assim o disco segue.
O CD foi feito como uma coisa só por isso é difícil pra mim comentar as faixas sem o contexto em que elas acontecem.

(Papo Alternativo) Como foi vivenciar a experiência de gravação em um vídeo em 360°?

(Almir Chiaratti) A lógica de gravação muda um pouco, você tem que pensar em 4 paredes pra decorar, né? Mas a possibilidade de “trazer” as pessoas pra minha casa pra mostrar músicas que eu gosto ao vivo é incrível!

(Papo Alternativo) De onde surgiu sua ideia para essa maneira inovadora de filmagem?

(Almir Chiaratti) Na verdade a ideia veio do Adolfo Paiva, dono da câmera, que veio me apresentar a câmera e a tecnologia. Me perguntou se eu não queria fazer algo pra testar e depois quando eu vim com a ideia ele me ajudou a amadurecer e pensar nas duplicações de pessoas e comentou que existia esse formato de som 3D. Fui fuçar e não achei nada assim fácil no Google, mas achei o site do Mauricio Gargel que faz masterização Ambsonics, o formato pra som 3D. Aí foi entender os detalhes técnicos e chutar pro gol!

(Papo Alternativo) Você acredita que essa forma de realidade virtual será a nova tendência de gravação de videoclipes?

(Almir Chiaratti) Eu acho sim, a tendência dessas câmeras é baratear e o formato de gravação e edição é muito similar a qualquer outra gravação. Como a imersão é a grande corrida do ouro das novas tecnologias de mídia acho que ainda tem muita coisa nessa área para ser explorada. A gente ainda vai falar varias vezes que isso ou aquilo “é muito Black Mirror”.

(Papo Alternativo) Pretende criar mais trabalhos nesse estilo?

(Almir Chiaratti) Sim! Já estou pensando uma maluquice maravilhosa para divulgar o meu 2° CD que sai esse ano ainda!

Se aventure com esse trabalho sensacional:

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s