Entrevistando Sound Bullet

Por: Letícia Moraes

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A banda carioca Sound Bullet vem trazendo seu indie rock dançante desde 2009, com suas guitarras pulsantes e um vocal expressivo. Em suas canções são feitas crônicas urbanas sobre a sociedade, amor e relacionamentos em geral. Já se apresentou em muitos lugares, ao lado de outros artistas renomados.

O grupo formado por: Guilherme (vocal e guitarra), Fred (baixo e vocal), Henrique (guitarra) e Pedro (bateria) tem influência de bandas como: Artic Monkeys, Incubus, Strokes, Queens of The Stone Age, As Tall as Lion, entre outras do mesmo estilo. E eles concederam uma entrevista ao Papo Alternativo para falar sobre seus trabalho e planos futuros. Confira!

Papo Alternativo: Vocês são um grupo que passeiam por estilos como o indie e post-punk, o que é classificado diferente nesse meio musical independente, de onde tiram suas influências para criar esse som?

Sound Bullet: Nossas influências vem de muitas fontes. No momento, ouvimos desse estilo mais próximo do que gostávamos lá em 2009 até djent, jazz, hardcore, sabe? É meio clichê falar em ecletismo, mas nós somos totalmente assim. Hawking, Chon, Arctic Monkeys, Michael Jackson, Tesseract e muitas outras coisas vem na nossa cabeça quando se tratam de bandas e artistas.

Papo Alternativo: A banda surgiu através de um projeto iniciado na faculdade pelo cantor e guitarrista Guilherme Gonzalez. Como vocês foram se conhecendo e aderindo à ideia de formar uma banda?

Sound Bullet: Então, realmente a banda surgiu com o Guilherme e o Everton, mas o Fred já conhecia o Guilherme e ele levou o Pedro até a banda. Foi um processo muito natural estimulado pela vontade de levar a sério a música e tocar composições próprias. Até a saída do Everton e entrada do Henrique foi nesse clima, já que ele era um conhecido de anos do Fred e Guilherme. Nos unimos com essa filosofia de fazer algo nosso e é assim que caminhamos até hoje.

Papo Alternativo: Como foi a sensação de ser finalista no Global Battle of Bands carioca e no festival Nova Música Brasileira?

Sound Bullet: Ah, é algo indescritível, sabe? Não é muito fácil mensurar em palavras. Nós éramos inexperientes, tínhamos um ano e pouco de banda e conseguimos avançar tocando com bandas muito coesas e boas. Isso nos deu uma sensação de patamar atingido e nos abriu os olhos para a qualidade que nós podemos ter aos olhos dos outros.

Papo Alternativo: Suas músicas têm letras bem tocantes, que tratam de assuntos atuais sem perder o charme clássico. Quem faz a criação dessas letras e quais são as inspirações para tais?

Sound Bullet: Praticamente todas as letras do EP e a do single são obras do Guilherme, só uma é do Fred. Mas, todos têm a liberdade de mexer nelas e sugerir algo. Somos bem interativos nesse processo, inclusive no próximo CD, todos participaram ativamente de todas as letras. O Guilherme cria as músicas a partir de situações que ele enxerga na vida, mas fomos evoluindo para tratar de assuntos mais complexos, de abordar livros, poesias, filmes que gostamos de uma forma pouco óbvia.

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Papo Alternativo: Como foi poder estar ao lado de Andy Summers (The Police) no Festival de Gastronomia de Niterói? E fazer o show de abertura pro Detonautas no Rio Banda Fest?

Sound Bullet: Tocar com um Police e com um Barão Vermelho, que é o Rodrigo Santos, é como realizar um sonho, ainda mais tocando na praia de Niterói para um público incalculável. Só temos a agradecer por essa chance que fez muita gente conhecer nosso som. A gente só pode dizer: Queremos mais!
Tocar no Circo, abrindo o show pro Detonautas, ao lado de outras bandas muito boas da cena do Rio foi incrível. Imagina como é realizar um sonho tocar naquele palco, fazer as pessoas cantarem junto lá de cima, receber a energia e o carinho de pessoas que nem te conheciam antes. Essa oportunidade é algo que mais pessoas precisam.

Papo Alternativo: Conta aí como foi a processo de criação e finalização da canção “When it goes wrong”?

Sound Bullet: Nossa, essa música é antiga. A primeira da banda. Lá de 2009. Obviamente com um arranjo totalmente diferente. Recriar ela foi sensacional, achamos que foi muito importante pra banda se reinventar, já que aconteceu logo depois de perdermos um guitarrista, mas antes de acharmos o Henrique. Foi um processo bem intimista e que, com a entrada do Henrique, nos fechou mais ainda como banda. E gravar ela na Toca do Bandido dentro do Converse Rubber Tracks foi um luxo, ter um engenheiro gringo tirando o melhor de nós e experimentar nosso lado como produtor.

Papo Alternativo: Quais são as novidades que devemos esperar da banda para 2017?

Sound Bullet: Esse ano sai nosso CD, não é mentira! Vamos fazer o melhor pra quem já gosta de nós e pra quem ainda não nos conhece. E é claro, pra tranquilizar muita gente, vamos passar no maior número de cidades possível. SP, BH e sul do país estão na lista!

Papo Alternativo: Para finalizar, deixem uma mensagem especial, divulgação ou recado para o site e os fãs da banda.

Sound Bullet: Primeiro de tudo, obrigado por essa entrevista e oportunidade, significa muito pra nós ter esse espaço. Continuem nessa que o independente precisa muito dessas iniciativas! E pros nossos fãs e futuros fãs: esse ano o CD sai!

 

 

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