Às vésperas do lançamento de novo álbum, Dona Cislene conversa com o Papo Alternativo

Por: Vinícius Aliprandino

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Representando em alto som e alta vibe a nova geração do rock nacional, a Dona Cislene se encontra na preparação do lançamento do novo álbum. Residindo agora na cidade de São Paulo – quem antes vinha de Brasília – a banda carrega nas veias o que é ser e fazer o rock do cerrado e não deixa de lado as raízes.

Ser de Brasília e poder estar entre tantas bandas brilhantes representando o cerrado só nos da mais motivação pra continuar ralando!

Formada por Bruno Alpino (voz e guitarra), Gui de Bem (guitarra), Pedro Piauí (baixo) e Paulo Sampaio (bateria), o grupo tem na bagagem um álbum de estúdio – Um Brinde Aos Loucos (2014) – e outros dois EPs, além de 8 clipes e outros 2 lyrics videos.

Em nova casa, nova cidade, novos ares, com ainda mais experiência, somada a anterior, conquistada na terra natal e no asfalto da estrada pelo qual o grupo percorreu até o momento;  após 3 anos a banda se prepara para lançar seu novo disco no fim de abril.

Aproveitando o momento mais do que apropriado, o Papo Alternativo realizou uma entrevista com a banda. Na conversa, o quarteto nos contou a respeito do novo álbum, a vida em São Paulo, a cena musical de Brasília, a vibe dos shows e muito mais. Então “acorde todos os moradores da cidade” e confiram esse bate papo!

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(Papo Alternativo) Olá, galera. Primeiramente muito obrigado por conceder essa entrevista ao Papo Alternativo. Pra começar  conta pra gente quais são as influências musicais de cada um dos integrantes?

(Dona Cislene) As influências na banda variam muito de integrante pra integrante. O Piauí por exemplo gosta muito de Indie Rock: Franz Ferdinand, Arctic Monkeys. Já o Gui curte muito AC/DC, Red Hot Chili Peppers. O Paulo tem uma bagagem muito forte de Reggae por influência da família e também curte muito Led Zeppelin, Foo Fighters. E o Bruno tem referências de Offspring, Foo Fighters, Red Hot Chilli Peppers e Blues de Buddy Guy, Muddy Waters e etc.


(Papo Alternativo) Vocês se mudaram para São Paulo. A que se deve essa mudança, e quais as diferenças que vocês perceberam entre viver em São Paulo e Brasília?

(Dona Cislene) Já tinha um tempo que gostaríamos de viver a realidade de SP. Muita gente falava que era uma experiência única pra uma banda, que tínhamos que ir e etc. Nunca acreditamos muito nisso, até o dia que fechamos essa ideia com nossos empresários, alugamos uma casa em Pinheiros e fomos. Realmente… o network funciona. Você conhece muita gente, faz contato, amigos influentes no meio, a cidade nos abraçou. Fizemos grandes amizades com a galera do Far From Alaska, Selvagens a Procura de Lei. Acho que a principal lição que aprendemos na cidade grande foi de conviver junto, aprender as diferenças, respirar fundo, ser uma banda que se ame entre si. Isso tiramos de letra! Nosso novo disco vai falar bastante sobre isso.

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(Papo Alternativo) Na apresentação de vocês no João Rock 2016, assim como em várias outras apresentações no palco “Fortalecendo a Cena”, todas as bandas que tocaram nele na noite, subiram no palco pra cantar com vocês. Como foi combinada essas participações e quais foram as sensações em poder participar disso?

(Dona Cislene) Ahh isso foi irado! Foi uma surpresa e tanto pra gente. Vimos as bandas invadindo os palcos das outras, achamos muito doido e nos juntamos. Na hora do nosso show fizeram o mesmo com a gente… não esperávamos!


(Papo Alternativo) Brasília é celeiro de muitos artistas e bandas que representaram muito bem o rock nacional. Inclusive o clipe de “A Ilha” conta com a participação de Dinho Ouro Preto do Capital Inicial e Digão do Raimundos, que “passam” pra vocês a responsa de darem continuidade nessa cena musical.  Além da Dona Cislene, quais outras bandas de Brasília que vocês listariam como representantes dessa nova geração?

(Dona Cislene) Cada mês descobrimos uma banda nova sensacional aqui de Brasília. Isso é foda! Demonstra renovação. Temos grandes bandas que farão e já fazem história por aqui: Scalene, Mdnght Mdnght, O Tarot, Lupa, Ellefante, Pollares, Belga, Ameno dentre tantas outras.

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(Papo Alternativo) Como é pra vocês poderem ser representantes de uma cena musical tão rica e muito forte da música brasileira?

(Dona Cislene) Ser de Brasília e poder estar entre tantas bandas brilhantes representando o cerrado só nos da mais motivação pra continuar ralando! Quando tocamos fora já ficamos sabendo que pessoas foram assistir o show curiosas pra conhecer a banda por ela ser de Brasília. É um peso que a gente leva com muito orgulho nas costas.

(Papo Alternativo) A vibe dos shows de vocês tem sempre aquela mesma pegada, recheada de energia? Como vocês descrevem essa energia entre banda e público?

(Dona Cislene) Isso é Cisrock! O nosso show é energia. Nós somos energia! Acho que esse é o diferencial da banda. Nunca fomos músicos absurdos em técnica, teoria musical, nossas músicas são bem simples e objetivas. Fazendo o fácil a gente consegue se concentrar nessa interação com a galera e corresponder da forma que eles querem.

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(Papo Alternativo) Conta pra gente o que o público pode esperar e quando sai o novo disco da Dona Cislene?

(Dona Cislene) Nosso novo disco saí em final de abril! Podem esperar um álbum tão pancada quanto o primeiro porem muito mais dinâmico e rico. Ousamos bem mais que no “Um Brinde aos Loucos”. Tá incrível!

(Papo Alternativo) A música “Dona Cislene” conta sobre a história de uma senhora que inspirou o nome da banda. Realmente existiu essa mulher e ela era bem doidona igual vocês a descrevem na música?

(Dona Cislene) Ahhhh ela existiu e talvez ainda exista… ou sei lá, talvez seja uma figura cósmica que apareceu pra gente pra nos mostrar algo, nos unir. Ela era muito doida, parecia estar bêbada ou muito fumada. A cada 10 frases que ela falava, uma ou outra fazia sentido, é por isso que ninguém entende a música Dona Cislene direito. Dessas frases a única que fez muito sentindo e despertou a ideia de colocar o nome da banda em homenagem a ela foi “para de tocar essas merdas de cover ai! Música dos outros não tá com nada. Faz música de vocês! Faz música pra mim!”, e assim começou nossa história.

“Dona Cis, uma senhora
Parece uma chaminé
Moradora da Asa Norte, 112 bloco E

Corre dela
Foge dela
Se esconde da Cislene
Só não come a bala dela”

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(Papo Alternativo) Vocês têm uma série de videoclipes muito bem elaborados e que não ficam na mesmice. Vocês conseguem criar clipes muito diferentes, todas as vezes. Como surgem essas ideias e quem as elabora?

(Dona Cislene) Sempre fomos loucos por clipes com roteiros malucos e idéias fora do normal, desde moleque quando assistíamos o DVD do Offspring e Foo Fighters no sofá de casa. Sempre gostamos de mostrar a cara, ousar, se arriscar a atuar, é o nosso momento de zoar e passar esse astral pra galera que tá assistindo. A ideia nunca surge pronta! Sempre fazemos reuniões que cada um vai aperfeiçoando a ideia do outro. Isso funciona muito bem com a gente!


(Papo Alternativo) Além do novo álbum, quais os planos que a banda tem para 2017?

(Dona Cislene) O álbum em si vai desencadear muita coisa boa pra gente, mas estamos com muita sede de shows. Queremos passar por cada cidadezinha ou grande capital divulgando esse disco. Demos tudo de nós na gravação, agora queremos levar isso para os palcos.

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Acompanhem o trabalho da Dona Cislene através do site e da página oficial da banda no Facebook.

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