Mesas de bar com amigos são influências para “Mundanas” de Bruno Seitras

Por: Vinícius Aliprandino

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Crédito da foto: Rafael Melo

Após rodadas e reuniões em mesas de bar, o cantor e compositor Bruno Seitras, lançou seu disco de estréia. “Mundanas” saiu pelo Spotify e traz as inspirações das conversas que o artista teve, ao estar reunido com os amigos nos momentos de descontração.

O trabalho de Seitras foi gravado de maneira independente e conta com 8 faixas. Apesar do caráter independente, o cantor não teve dificuldades para produzir este trabalho. A ajuda dos amigos foi uma espécie de combustível injetado para que o trabalho fluísse.

Além das amizades, para compor o álbum, Bruno resgatou das bagagens, as inspirações musicais dos artistas que ele acompanha e admira. Entre eles estão nomes de músicos nacionais como Mutantes, Martinho da Vila, Raul Seixas, Antiprisma, Ventre e Criolo.

A arte gráfica de “Mundanas” ficou a cargo de Mateus Capelo. Nas canções, Bruno Seitras contou com Julia Skinovsky e João Victor Caetano nos vocais e Igor Stefano que realizou participações no piano em duas músicas do trabalho.

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Arte gráfica: Mateus Capelo

Faixa a faixa

“Mundanas” se inicia com a canção “Chega“. Aqui as influências de Martinho da Vila são claras. Um ritmo calmo e dançante que fala a respeito de decepções. Diante de todas elas, o personagem dá um basta nisso e diga chega, para poder seguir sua vida adiante e esquecer dos problemas. E se é pra dar um “basta!”, a canção mostra isso e fora bem clara até na sonoridade. O ritmo calmo do samba abre espaço para batidas pesadas e solos de guitarras raivosas.

E então sorrir de maneira saudável. E me tornar mais amável

Em seguida o ritmo fica novamente calmo em “Verão de 98“. Uma canção gostosa e recheada de esperança que traz a sensação e um dia ensolarado. Uma canção que resgata boas lembranças a respeito de dias felizes que ficam na memória. “Nós nos conhecemos no verão de 98 e brindamos mais um vinho pra celebrarmos de novo. Enquanto o sol sutilmente passa sem notarmos“.

A terceira faixa de “Mundanas” é “Constrangimentos“. Mais uma vez o ritmo bem brasileiro dá início a canção. “Então começo a cantarolar, assim eu me vendo a desabar. E eu vejo tudo sorrindo para mim. Até parece que estou sonhando

O álbum de tão leve e tranquilo passa de maneira gostosa e aqui já chegamos na metade do disco. A quarta faixa é “Dora“. Música ideal para se ouvir em um final de tarde em dias de chuva. Assim como fala na letra da canção. Aqui, violão e riffs de guitarra se mesclam ditando o ritmo tranquilo da canção, que traz a participação de Julia Skinovsky nos vocais. As vozes de Bruno e Julia seguem juntas e combinam de maneira que parecem uma só.
Mas a bela Dora nada pode ver, os oceanos de seus olhos fuscaram o céu. Não chora, minha filha, não chora não“.

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Crédito da foto: Rafael Melo

A canção acaba, mas as participações do álbum continuam fortes. Desta vez é no instrumental de “Em Tua Vida“, que Bruno recebe essa força para dar ainda mais personalidade ao disco – o piano é tocado por Igor Stefano. Aqui, aquela estratégia bem feita e bem colocada de ritmo calmo seguido de batidas fortes, dá certo mais uma vez. Com um instrumental incrível, a emoção toma conta da música, a medida que essa vai aumentando a força da batida. Não que em seu início não seja, mas essa é a pitada inicial para que em seguida a canção receba uma pegada forte que marque o diferencial da canção.

A sexta faixa é “Utopia“, uma canção que fala sobre um mundo melhor e feliz. Destaque para o efeitos do baixo. “Já não vejo graça na TV. Pois toda desgraça do mundo eu já sei. Vá. Vai e me deixe aqui. E finja que nunca me viu

A próxima canção é “Balançar“, violão dedilhado e voz acompanhados dos versos “Como um balanço, eu venho e vou, mas como um sorriso, lhe atravessei… como um brinquedo vive a agradar, mas como um balanço eu venho e vou“.

E pra fechar “Mundanas” com chave de ouro, Seitras manda a faixa “John“. Uma canção que conta a história de uma pessoa que procura a saída para ser livre. Mais uma vez o piano de Igor Stefano marca presença na canção. Se o álbum inteiro já havia sido bom, parece que Bruno deixou, ainda, o melhor para o final. A letra, que conta a história de John e todas as faces e rumos que ele poderia ter tomado, parece se encaixar perfeitamente a catarse na qual a canção se desenvolve, mesclando os vocais de apoio e todo os instrumental muito bem utilizado na canção.

John podia ser Napoleão e talvez um burguês, falando inglês. John podia mercenário, caçando cabeças, lá por outros lados… John gravava e compartilhava para todo mundo ver, que ele podia tapar a mão e dizer que era Napoleão. John não aguentou“.

Confiram “Mundanas” no link abaixo e acompanhe o trabalho de Bruno Seitras através de sua página oficial no Facebook.

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