Resenha: “Menos é Mais” da Sinara

Por: Letícia Moraes

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A Sinara traz uma mistura de ritmos, com muitas criatividade e originalidade. Formada por: Luthuli Ayodele (vocalista), Magno Brito (baixo), Francisco (guitarra), João (guitarra) e José Gil (bateria). Juntos eles mesclam seus conhecimentos agregando valor ao cenário musical.

Recentemente lançaram o álbum “Menos é mais”, com dez faixas inéditas que vibram estilos variados como o reggae, rock, samba, afro, soul, MPB e funk. O projeto musical tem produção assinada por Sergio Santos e Pedro Baby.

 “Trazemos nesse disco a nossa verdade. É a junção das nossas origens, com muita influência da música afro brasileira, do samba, do reggae e do rock. Essa referência afro brasileira fica muito evidente com a presença da percussão e nos arranjos do disco. Junto disso, buscamos uma sonoridade atual, juntando o moderno ao ancestral. Esse disco chega para somar na música popular brasileira, que abrange toda uma diversidade de gêneros e ritmos”, conta José Gil.

Sem Ar: Primeiro single do álbum, que faz parte da trilha sonora da nova temporada de “Malhação”. Abre o trabalho soando como um standart da MPB, passando pelo pop rock e um hard amistoso.

Fim dos Tempos: Se trata de um afroxé dedilhado e bem trabalhado, com uma melodia que traz calmaria à alma. Seus toques detalhados, com destaque para todos os instrumentos que participam do clamor musical. Uma canção gostosa e atrativa.

Menos é Mais: Canção que dá nome ao álbum, novamente sendo entoada por dedilhados frágeis. Uma música mais lenta, passiva e tranquila. Se aproxima mais de um MPB clássico, com uma letra forte e expressiva.

Ei Pai: Cheia de quebradas e suingue, um rock básico com tempo bem marcado. Dá destaque ao baixo, sem deixar perder conteúdo nos demais instrumentos. Uma música temperada e bem tratada, com leves efeitos da guitarra que permitem se tornar mais dançante em alguns momentos.

O Tempo Passa: Com timbres jamaicanos, nos remete a um reggae suave. Até mesmo sua letra é mais transcendental, transferindo sua boa energia positiva em cada nota tocada. Uma canção reflexiva e marcante.

Luz de Sofia: Uma verdadeira mescla de ritmos, com uma guitarra funkeada, com misturas de hard rock e samba rock. E apesar dessa fervorosa mistura, o resultado foi produtivo e trouxe um som viciante.

Victoria: Mais uma canção com temática jamaicana misturada a MPB. A música tem uma letra viva e que remete a uma personagem (que dá nome ao tema), talvez a faixa mais romântica do trabalho.

A Vida é Qualquer Coisa: Uma guitarra limpa, com um suingue dançante e quente. A letra poética, que faz jogos de palavras para combinar com o clássico de suas notas. A voz faz ritmo partilhado com o instrumental.

Barra-Vento: Música gostosa e divertida de interagir, bem trabalhada, dando destaque individual ao seu instrumental. Também faz uma mescla de ritmos, mas se aproxima bastante de um pop tradicional.

As Coisas Vão Mudar: Nasce com grande potencial e se torna um samba rock agitado. Deixa bem claro ser um ritmo brasileiro e encerra o trabalho com boas vibrações e uma letra que desperta a esperança.

Ouça o álbum clicando aqui.

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