Mergulhe em Oceanos Misteriosos com Diego Arruda

Por: Letícia Moraes

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O talentoso Diego Arruda, músico e compositor, está lançando o seu mais novo Demo Horror Show: Oceanos Misteriosos. Foi através de uma banda (Tito e Tarântula) encontrada em um filme, que ele teve contato a pouco tempo (From Dusk Till Dawn,1996) e encontrando acidentalmente uma playlist rockabilly e punkabilly, que deu início à jornada de criação desta Demo.

Ele começou escrevendo a letra de “Cucaracha del espacio” e criando uma linha de bateria que se inspira na Rumba Flamenca. No meio desse processo Diego acabou por inserir uma bateria “mais reta” e com duas caixas (marca registrada do surf-rock e rock anos 60).

Foi assim, de forma simples, singela, com domínio musical e criatividade, que foram surgindo outras faixas com repetição instrumental, guitarra limpa com tremolo, guitarra com Overdrive e contrabaixo e vocais mesclados, entre português e castellano. Nessa Demo também encontramos: coiotes, baratas espaciais, casal canibal e uma Piñata Assassina, logo somamos isso e temos um Terror B de arrasar!

Além de todo seu talento solo, Diego usou sons oriundos de alguns downloads, como uma canção mexicana de domínio público e o programa Hydrogen (na criação das baterias). Após se arriscar em muitas criações extraordinárias, como: valsas, sambas, músicas étnicas-instrumentais, folk, flamenco e blues, ele finalmente encontrou seu amadurecimento no rock e promete reciclar-se com cada vez mais novidades.

demohorror

Clique aqui, ouça e acompanhe a Resenha faixa-a-faixa:

Balada do Coyote velho e bêbado: Primeira faixa do trabalho que além de instrumental se inicia nos fazendo imaginar um cenário, onde saímos de nosso mundo interno e nos entregamos à natureza, com os sons advindos de um coiote que parece arriscar-se pela madrugada fria, após um disparo inesperado, um triste fim.

Cucaracha del espacio: Com uma voz rasgada e trazendo uma história, notas marcantes e bem demarcadas. Em denominado momento a canção ganha peso rítmico, com um solo simplório mas que nos eleva a mente, combinando seus tons com um êxtase profundo.

Fuga para Jalisco: Mais uma faixa instrumental, que no início faz do baixo a sua alma. Depois se engole em notas agudas na guitarra, que nos remetem à boas sensações. É a faixa mais curta do álbum, mas carrega em sua bagagem um mistério que não pode ser mensurado.

Piñata Killer: Com uma introdução que nos faz recordar aquelas músicas de espiões de desenhos animados, mas que ganha peso com a voz arranhando nossa audição e dando uma energia fugaz à canção. Assim como ela arranha, deixa marcas e com toda a certeza o seu toque viciante estará preso à sua mente amanhã de manhã.

Canibal: Encerrando o trabalho, encontramos uma leve calmaria, que parece ser tocada em um rádio pequeno e desbotado. Uma mistura de diversos sons que se tornam um grito, depois disso é que realmente sentimos o horror, a história de um casal canibal, que apesar de aterrorizante pode ser absolutamente romântica. A canção mais longa da Demo, e que mescla mais estilos (todos ao mesmo tempo).

“Cinco faixas do mais puro punk do velho oeste, com um vocal rasgado meio ‘whisky’! Algo como se Wander Wildner tivesse nascido no deserto Mojave, passado férias em Andaluzia, tocado no Ramones e vivendo em Jalisco” (comentou Diego).

 

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