Resenhando as “Fotografias & Recortes” de Andersonn Prestes

Por: Letícia Moraes

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Direto de Canoas – RS, surge todo o talento do instrumentista Andersonn Prestes. Desde muito cedo começou a tocar bateria e foi migrando aos poucos para outros instrumentos. Já foi baterista em bandas do sul do Brasil, gravou EPs, álbuns e DVDs, além de realizar muitos shows covers nas noites gaúchas.

Há três anos ele esteve morando no exterior e começou a gravar músicas instrumentais em seu próprio quarto, no total 78 tracks que podem ser ouvidos no soundcloud de Prestes.

Retornou ao Brasil em 2016 e renovado em suas ideias, passou a iniciar um trabalho como compositor, produzindo as músicas em estúdio. Veio lançando alguns singles que se transformaram em seu EP de estreia solo “Fotografias & Recortes”.

Contendo 7 faixas, o trabalho traz Andersonn Prestes gravando todos os instrumentos e vozes, exceto um violão em “Outono” e em “Pedaços recortados”, e um baixo em “Se gostarmos daqui”, que foram gravados por Vini Bancke.

A produção foi do próprio Andersonn com Vini Bancke, que também esteve responsável pela masterização e mixagem. Foi gravado no estúdio Suminsky em Porto Alegre – RS, no período de março a outubro de 2016.

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Você pode ouvir o trabalho pelo Youtube. E enquanto o escuta, pode acompanhar a resenha do Papo Alternativo:

O que acontecia: Canção que abre o trabalho, com um toque do mais puro e fiel MPB, com uma batida tranquila e ritmo viciante. A música traz calmaria, um despertar, alegria, satisfação, boas sensações e recordações.

Sem: Não foge da pegada em MPB, mas se engrandece com um baixo destacado. Possui um backing vocal mais chamativo e que suaviza as notas com as quais se encontra. A letra reflete realidades tristes, mas que fazem parte da rotina de muitas pessoas.

Outono: Um dedilhado que vem da alma, bem trabalhado, simplório porém marcante. A voz ganha destaque devido ao silêncio de alguns instrumentos. Mais uma vez buscando conta uma história que combina ao ritmo repetitivo e fixante. Muda os degraus de seus tons, deixando um som mais misterioso.

Se gostarmos daqui: Lembra os toques de um blues tradicional, que surge das raízes mais antigas. Mas se alegra mais em alguns momentos, brincando com a letra e as notas em seus timbres perplexos. Um som que chega a ser gostoso e divertido para se perder em devaneios profundos.

Pedaços recortados: Mais um naufrago nas ondas que refletem o sol do MPB. Se faz presente em talento, com detalhes muito bem trabalhados e que podem ser percebidos sem muito sigilo. Nessa canção os backing vocals se tornam sua alma, combinando em perfeita escala com os dedilhados que surgem ao fundo.

Horizonte: Melodia mística, letra descritiva. Uma música que reflete as perfeições musicais alcançadas pelo artista, com criatividade alta na combinação de arranjos. As vezes se parece com um suspirar, quase um sopro, por obter tons calmos, mas que nos fazem flutuar em ideias.

Mar de grafite: Com ruídos do mar que combinam com as notas e instrumentos. Se ouvirmos de olhos fechados, podemos nos imaginar caminhando beira ao mar, em uma praia deserta com apenas a companhia do vento. Finalizando o trabalho de forma instrumental.

 

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