Rock and Roll e muita energia marcam o álbum de estreia da Doris Encrenqueira

Por: Vinícius Aliprandino

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Recentemente, a banda gaúcha Doris Encrenqueira lançou seu álbum de estreia. O álbum traz uma pegada Rock and Roll e Hard Rock e contou com a produção de Sebastian Carsin (Estúdio Hurricane) e Fabio Jardim.

O técnico de gravação foi Edo Portugal (Estúdio Gorila), enquanto que o técnico de bateria foi Gabriel Boizinho (Cachorro Grande). Para a preparação do vocal foi chamado Iuri Sanson (Hibria). O disco foi gravado nos estúdios Gorila e Hurricane.

Já a parte de mixagem e masterização ficaram a cargo de Sebastian Carsin. A fotografia ficou sob a responsabilidade de Gabriel Boizinho e Fabio Jardim. A produção fonográfica é do 180 Selo Fonográfico, enquanto que o design gráfico do álbum ficou a cargo de Ugh Serrano.

A banda conta com Pedro Lipatin (voz e guitarra), Henrique Cabreira – (guitarra), Eduardo ‘Hollywood’ Cabreira – (baixo)  e Eduardo Schuler (bateria).

Além do álbum a banda já gravou um clipe, que até o momento do fechamento desta matéria, contabilizava 25.496 visualizações no YouTube. A faixa escolhida para ganhar o vídeo foi a “Fazer o quê? (Eu gosto)“.

O Papo Alternativo recebeu o disco, através do 180 Selo Fonográfico, e preparou uma resenha faixa a faixa do disco que você confere logo abaixo.

Energia da juventude! Esse sem dúvida é uma das maiores características do álbum do Doris Encrenqueira. Muito Rock and Roll ligado ao tradicional e nunca ultrapassado “não me importo”, que muitas vezes não encontramos mais na música.

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A começar pela capa do álbum, você percebe logo de cara os rostos jovens e com muita vontade de fazer música e se divertir. Cabelos compridos e descontração muito bem humorada marcam as fotos do encarte. Ao mesmo tempo, uma mulher, que talvez simbolize a Doris que influencia no nome da banda, tem em mãos uma vassoura, que nos leva a crer que seja ela a encrenqueira e tenha prendido os integrantes da banda na foto da parte de trás do encarte.

Faixa a faixa o disco mostra um grupo, que além dessa energia de juventude – o principal combustível de uma banda – tem muita qualidade técnica. Ao longo do álbum, Doris Encrenqueira traz guitarras carregadas de riffs e solos empolgantes, baixos encorpados e que nos momentos certos, mescla o peso com um ar de mistério.

A bateria vem forte e compassada, com batidas que mostram a vontade de fazer música.

Por fim, os vocais cantam sobre essa energia e necessidade de fazer aquilo que gosta. A qualidade tanto do vocal, quanto das vozes que dão apoio, mostram maturidade de uma banda, que tem tudo para conquistar o reconhecimento e a estrada merecida.

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“Cai fora”

A faixa que abre o disco se inicia rápida e já traz a cara da Doris. Riffs, batidas compassadas e vocais de apoio se intercalam, enquanto a música canta sobre o tempo. E viver esse tempo, sem perder nenhum segundo da vida, é o lema da Doris.

A banda já começa logo de início cantando sobre não se prender a nada que possa impedir de viver aquilo que gosta. Opiniões e atitudes alheias, nada disso aqui importa, já que o importante é aproveitar. Então se alguma coisa te arrasta para baixo, ou te impede de chegar onde quer, a Doris dá o recado de forma direta e manda um “Cai Fora“.

 

“Acabe bem”

A segunda faixa fala sobre orgulho. Um belo dia, o personagem da música foi deixado pra trás. A causa? As atitudes de ambas as partes. Porém ele entende. Só torce para que a outra pessoa um dia entenda tudo o que passou e deixe o orgulho de lado. Enquanto isso, apesar de não ter muita esperança de que tudo possa voltar a ser como já foi antes, ele apenas fica a admirar e esquecer a foto, que aos poucos vai envelhecendo na parede.

 

“Fazer o quê? (Eu gosto)”

A princípio, a música mostra uma vida que o personagem não aguenta mais levar, carregada de obrigações e responsabilidades que não condizem com a expectativa de vida ideal dele. Em seguida, influenciado pela rebeldia, nosso amigo mete o chute na porta, pede demissão do trabalho e vai se dedicar a viver do que gosta de fazer.

O solo no final da canção traz a sensação de vitória, de alguém que se libertou daquilo que fazia mal e passou a dedicar sua vida a diversão.

Cansei se esperar o trem chegar na estação, já não me importa a direção. Porque eu gosto de ficar sempre acordado, fazendo o que eu posso, pra mudar toda minha vida, fazer o que eu gosto

 

“Sempre quero mais”

A faixa quatro vem com um ritmo mais calmo do que as três anteriores. A música fala sobre alguém que conta para uma garota que sempre quer mais dela, mas de uma maneira descomplicada sem muito apego.

 

“Marra é doença”

Pegando carona, quase grudada na faixa anterior, “Marra é doença” parece dar sequência na história da canção anterior. Nessa continuação, o personagem se cansa do comportamento da pessoa com que se relacionava e corta as amarras que o ligavam.

Vivo mudando de opinião, dizem que eu sou bipolar, mas não imploro a sua atenção e nem vou me desculpar

 

“Egoísta”

Já passamos da metade do álbum e agora o Doris Encrenqueira muda um pouco o tom de voz. A canção começa pesada e mais séria. O personagem é tido como egoísta, por falar o que pensa e não ser amigável com todo mundo. Solos de guitarras fritando e vocais que grudam na cabeça, com a segunda voz ecoando ao fundo são marcas da música.

 

“Hoje eu não posso”

O álbum segue ganhando cada vez mais peso. “Hoje eu não posso” começa no baixo trazendo um ar de mistério. Em seguida os outros instrumentos entram e o vocal fala sobre alguém que está ocupado demais já cuidando da própria vida e por isso não tem condições para salvar mais ninguém.

Eu sei que a vida não tá fácil, baby, mas eu não posso te ajudar. Eu to cansado de pagar suas contas, hoje eu não posso te salvar”

Sem dúvida nenhuma essa é a faixa do álbum com o riff mais insano. Mesclado ao peso e a seriedade da canção, ela contrasta com a revolta do início do disco. Se nas primeiras faixas, a história contava sobre sair e fazer o que gosta, aqui a Doris canta sobre se salvar, sobreviver no dia a dia e se livrar de quem te puxa pra baixo.

 

“Nome na lista”

Rock and roll. A batida clássica da música vem como uma homenagem ao estilo. A música reflete a essência da música e de quem vive aquilo e por aquilo. Na música é dita a verdade para aquela pessoa que sempre fica em casa, dizendo que apoia a cena musical, mas que não faz nada para ajudar. As desculpas utilizadas para não estar lá, apoiando as bandas da cena, são alvos do ponto de vista da Doris que contesta esse tipo de atitude.

 

“Cidade Zumbi”

A penúltima música do disco vem com velocidade. Riffs e batidas rápidas engrenam a canção que fala sobre seguir o caminho, onde tenha mais vida dentro do Rock and Roll. A banda canta sobre deixar a cidade onde vivem e seguir em busca de um lugar onde o ritmo e a vida seja mais frenética, bem como o ritmo da canção: ácido, rápido e enérgico.

Eu vou parar no hospital, com todo esse baixo astral. preciso me desafogar, essa cidade me faz mal

 

“A outra”

Chegamos na última faixa do disco. Outra vez, o personagem conversa com uma garota. Desta vez para avisar que nada e nem ninguém vai mudar o estilo de vida dele. A pessoa com quem o personagem está lidando faz várias coisas para chamar a atenção, porém nada disso parece ser o suficiente para ele interromper a vida que segue ao seu modo.


Confiram o disco completo da Doris Encrenqueira nos links abaixo e acompanhem o trabalho dos porto-alegrenses, através da página oficial da banda no Facebook.

 

CD: https://goo.gl/9TGWnL
Youtube: https://goo.gl/nj5qtC
Deezer: https://goo.gl/37hFGr
iTunes: https://goo.gl/uMa219
Google Play: https://goo.gl/cJoHQG
ONErpm: https://goo.gl/7W28JA
Amazon: https://goo.gl/dC5hiL
Tidal: https://goo.gl/Az9Hqf
Napster: https://goo.gl/XzH8Hg
Groove: https://goo.gl/RTAyz6

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