Overdrive Saravá aborda o caso do índio Pataxó em clipe pesado e reflexivo

Por: Letícia Moraes

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Diante dos avanços de nossa sociedade alcançamos a evolução. Apesar disso a tragédia do índio Pataxó, Galdino Jesus dos Santos completa 20 anos de seu acontecimento. Baseando-se nesse ocorrido e relacionando a existência ainda atual da violência a banda Overdrive Saravá lançou o clipe de “Ressuscita Pataxó”.

No vídeo destaca-se o sangue, o horror  e o sofrimento. Para quem não conhece, em 1997 um grupo de sádicos incendiou o corpo de Galdino por mera “diversão”. Devido a inquietude perante a existência desse fato, a banda trouxe o assunto à tona. Dessa forma o guitarrista Thiago Henud apresentou o tema, e através de recortes de jornais surgiu a letra.

Os protagonistas foram os próprios integrantes da banda. Trazendo personas artísticas que representam a visão deles próprios sobre a letra da música. Visando demonstrar a complexidade desse assunto e a dimensão explorativa do tema. O experimentalismo foi desde a direção de câmera até a maquiagem, fotografia e edição. Houve um envolvimento de toda a equipe.

Pensando no impacto visual, a estética foi toda baseado em elementos do horror. Devido a energia e inquietude da música sempre houve uma dimensão simbólica, que gerava comentários sobre a música em seus shows. As pessoas costumam se sentir tocadas ao escutar essa canção, seja de forma positiva ou negativa. O reconhecimento de uma sociedade enferma e suas perturbações foi encaixado nesse clipe.

Não é a primeira vez que a Overdrive Saravá se comunica dessa forma. Desde que quando surgiu no cenário independente aborda o preconceito em relação às minorias, a vivência dos LGBTs, o repúdio a intolerância religiosa, defende a população de rua e população negra e agora traz para sua arte a questão indígena.

“Para nós a arte também funciona como plataforma de luta, está a serviço disso.
Há quem diga que a arte ou os artistas de forma geral não devem se posicionar e eu acho isso de uma grande burrice. Arte não é mera ferramenta de subjetividade e contemplação, a arte é um desdobramento da nossa vida em coletivo e ela se atribui a diversos fins. Creio que um dos principais é essa exaltação das culturas tão plurais que nos cercam, afirmação dos direitos e da diversidade, e de denunciar todo discurso opressor e fascista que ainda tentam de todas as formas mascarar e romantizar na nossa sociedade”
, comenta Gregory Combat, vocalista.

O vídeo de “Ressuscita Pataxó” conta com direção do Estúdio Cru, produção de Sabixona e direção de arte de Aranha. A maquiagem é de Raíssa Tavares, enquanto a edição ficou com Vic Esteves, os stills são de João Paca. A performance final é de Thaís Pinheiro, que contracena com os então integrantes da Overdrive Saravá: Gregory Combat (voz), Thiago Henud (guitarra), Matheus Freire (baixo) e Frederico Cardin (bateria). Além deles, a banda conta o com o guitarrista Lucas Botti e o atual baterista, Renan Carriço (Facção Caipira).

Confira o clipe:

 

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