Mistério e sentimento dão vida a “Aquário” de Verônica Ferriani

Por: Vinícius Aliprandino

aquário

Em tom confessional, como se arrancasse lá de dentro do sentimento mais íntimo, Verônica Ferriani apresenta seu disco “Aquário“. O álbum carrega a temática amorosa e aborda outros recorrentes à consciência contemporânea.

O disco questiona e aponta os erros do cotidiano, com objetivo de evoluir e entender, mas, ao mesmo tempo, contempla a incompreensão e o mistério.

Ao todo são 12 faixas. Iniciando em “Desajustada“, que chega com um jeito melancólico. Em seguida, “Aquário” se mostra mais empolgado e dançante com “Bússola“, contando com toques refinados de piano que dão uma sensação ainda mais diferenciada na canção.

A terceira faixa é “Amadurecer” e um estilo misterioso, mesclado com um toque cigano. A canção recebeu a influência da época em que Verônica viveu em Barcelona. Na sequência “Nomes de Homem” canta sobre uma mulher que passeia e se distrai pela cidade, observando o mundo a seu redor, com todas as ações e reações masculinas.

A quinta canção é “Eva”, que entre as batidas, o gingado do grave nas cordas e a alegria dos refrãos conta a história das mulheres que precisam combinar os desejos e sonhos, junto do trabalho e da família. A medida que a canção caminha para o final, o volume e a empolgação da canção vai tomando nas alturas, representando o sonho e os desejos ganhando destaque, de modo que suas donas se libertem das amarras e padrões que a sociedade lhes impõem no dia a dia.

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Desde que o fracasso lhe subiu à cabeça”, reflete a respeito de pessoas que se fazem de vítima. “Nave” fala sobre julgamentos e moralismo contidos e escondidos nos perfis das mídias sociais.

A próxima música de “Aquário” é “De Repente”. A faixa se inicia com um delicioso dedilhado de cordas e canta sobre afetividade. “É Só o Amor” bebe do samba, enquanto que “Amado Imortal” carrega influências do episódio “Volto Já”, da série “Black Mirror”.

Encerrando o álbum, “Sabe Lá” se inicia com um ritmo que remete a um suspense, que em seguida deságua em um desfecho emocionante falando sobre aceitar o desconhecido e aprende a lidar e viver com o mundo e o presente.

A produção ficou por conta de Diogo Strausz e a co-produção foi realizada pela própria artista. A gravação aconteceu nos estúdios Haus of Strausz, Trampolim e Space Blues.

A mixagem ficou a cargo de Ricardo Mosca, enquanto que a masterização foi feita por Felipe Tichauer.

Confiram o disco nos links abaixo e acompanhem o trabalho de Verônica, através da página oficial da cantora no Facebook.

 

 

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