Da censura ao grito, em nome da arte – o clipe de “Mudo”, da Apoema

Por: Vinícius Aliprandino

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O crescer das árvores, a natureza e a arte se misturam com um universo paralisado, censurado e pronto para romper com todas essas limitações, no clipe de “Mudo”, lançado, recentemente, pela banda Apoema.

O ambiente do clipe é aberto, claro, limpo, e pronto para experimentar a liberdade, sentir o vento e tudo mais que a natureza. Como se nada pudesse segurar quem ali está. E se preso está, basta um movimento ou uma atitude, para que qualquer mordaça seja rasgada e então possa sentir a sensação do infinito.

Em paralelo, o vídeo não coloca cenas completas, refletindo a respeito da censura. Complementando a ideia, os movimentos dos integrantes, aparecem durante o clipe de maneira limitada, as vezes quase parada – o que faz todo o sentido com o nome da canção “Mudo”.

Máscaras, sapatilhas, pincéis, cavaletes, linhas de costuras e fitas métricas são mostrados, jogados ao chão, perdidos e esquecidos. Tudo simbolizando a censura e a voz da arte, que até então permanece calada.

Porém, em determinado momento do clipe, rompendo com as amarras e gritando para que alguém escute, mesmo por baixo da censura, o grupo exibe sua performance ferozmente, iluminados pela luz do sol.

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“Sempre há algo a dizer
Expressar e ver
Mesmo que cale o olhar
Vou queimar
Tentarei ser quem vai
Acender o amor
Alguém tem que escutar”

A cor amarela é uma marcante no vídeo e e faz contraste com as demais cores, principalmente com o verde da natureza, presente em boa parte das cenas.

O clipe teve a direção de Felipe Leibold. De acordo com o diretor a intenção foi limitar o movimento dos integrantes durante o vídeo, para que, no final, mostrasse que ainda existem aqueles que insistem em quebrar essas barreiras e acreditar na arte. “Tentamos trazer um pouco dessas pessoas (aqui pela via da arte, mas não só), que continuam lutando e insistindo no que acreditam”, explica Leibold.

Além da direção, Felipe Leibold ficou responsável pela fotografia e edição do clipe. A assistência ficou por conta de Paula Lucena, Fernanda Gama e Tomás Buarque. A maquiagem foi realizada por Fernanda Gama e o figurino por Luciana Buarque.

A letra foi composta pelo vocalista Lourenço Buarque. A produção musical e gravação ficaram a cargo de Charles Gavin, enquanto que a mixagem e masterização foram feitas por Fabricio Matos.

A Apoema traz em sua sonoridade, as influências do rock progressivo, alternativo e MPB. O grupo conta com Lourenço Buarque (voz, guitarra e violão), Duda Alves (baixo e voz), Pedro Faissal (bateria) e Cecília Brandão (teclado).

Confiram o clipe de “Mudo” no link abaixo e acompanhem o trabalho da Apoema, através da página oficial do quarteto no Facebook.

1 comentário Adicione o seu

  1. Luciana Buarque disse:

    Lindo o clip de “Mudo”. A música é linda!

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