“Arte Proibida” é o grito por libertação da Guerrilha dos Coelhos Mutantes

Por: Vinícius Aliprandino

Guerrilha dos Coelhos Mutantes - EP Arte Proibida

Liberdade, censura, revolução e arte – tudo se torna tema para as canções de “Arte Proibida”, da banda Guerrilha dos Coelhos Mutantes.

O grupo, que tem sua base no punk, mas bebe muito das águas de ritmos nordestinos, do funk setentista, catira, ska, grunge e ritmos caribenhos, lançou um trabalho com forte crítica e consciência política.

O ponto central para a criação das canções foi o tema “censura”. A partir deste, a banda passou a desenvolver o trabalho como um todo. E a explicação da escolha do tema não veio por acaso. O fato da arte já ter sofrido censura e chegar a ser proibida no passado, foi motivo mais do que suficiente para a banda expressar sua forma de libertação, através das canções.

De acordo com o baixista e vocalista Gabriel Vitorette, trabalhar em “Arte Proibida” proporcionou a eles atingir o ápice da maturidade sonora e política, prontos para mostrar tudo o que acreditam.

É um lançamento de fato da Guerrilha e do seu conceito estabelecido, depois de um longo período de metamorfose. Ali está tudo que somos, nossa vivência, o que acreditamos, nosso amor, nosso ódio, o que queremos ser e o que queremos fazer”, explica o músico.

O EP apresenta faixas inéditas, carregadas das críticas e de um grito pela libertação, em defesa da arte e de tudo mais que a banda acredita.

Guerilha dos Coelhos Mutantes por Priscilla Aguiar 2
Foto por Priscilla Aguiar

Faixa a faixa

A faixa que abre “Arte Proibida” carrega o mesmo nome do EP. A canção, que defende a libertação que a arte oferece, faz uma homenagem ao hip hop, buscando uma ligação entre a cultura das ruas, a história dos próprios integrantes e suas respectivas e experiências de vida.

Em seguida é a vez de “Dança com Lobos”. Dança essa que significa trocar seus passos com a liberdade. Ao mesmo tempo em que a banda realiza seu direito de ser livre e cantar sobre liberdade, a música, através de metáforas, tenta não ser tão direta. A faixa vem com uma letra camuflada, que faz homenagem aos artistas que, durante períodos de censura, tiveram de se expressar através da entrelinhas, para evitarem serem pegos pela censura da ditadura militar.

A terceira música do EP é “Saco de Lixo”, que surge toda trabalhada a fim de mostrar as características regionais e o linguajar goianiense. Em contraste e, ao mesmo tempo, unindo e complementando a temática de maneira cosmopolita, a canção busca retratar os dois aspectos de Goiânia: uma metrópole conectada ao mundo, mas, ao mesmo tempo, rica em regionalismo – aqui em específico o da região central do Brasil.

Ruas Têm Voz” surge para encerrar “Arte Proibida” com sua letra carregada de nostalgia e uma reflexão quanto aos amigos dos integrantes que, devido guerra não-declarada do crime, não sobreviveram, e também àqueles que conseguiram sobreviver e buscar na arte uma forma de se expressar e seguir em frente.


Além deste trabalho, a banda lançou juntamente ao áudio no YouTube, um clipe para todo o EP, com cenas que em cada faixa, acompanham os respectivos assuntos envolvidos.

A Guerrilha dos Coelhos Mutantes conta com Danilo Brito (guitarra), Filipe Aguirre (bateria), Angela Vitorette (voz) e Gabriel Vitorette (baixo e voz).

Confiram o EP “Arte Proibida” nos links abaixo e acompanhem o trabalho da Guerrilha dos Coelhos Mutantes, através da página oficial da banda no Facebook e no Instagram.

 

 

 

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