Os desgastes e brilhos da vida no EP “Cores e Corres”, de Marcus Alves

Por: Vinícius Aliprandino

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Dos desgastes e dos brilhos que fazem parte da vida e formam o ser humano. Com essa influência e ideia na cabeça, o músico Marcus Alves estreia com o primeiro EP. “Cores e Corres” é o nome do trabalho, composto por 4 faixas que surgem em seu trabalho, sendo realizado no formato de MC e DJ.

Nascido em uma família de sambistas, na veia musical desde cedo correram as influências da música em sua vida, principalmente aquela que já trazia no sangue. O pai de Marcus tocava instrumentos de percussão e cuíca, porém a adolescência chega para todos e, com ela, os hormônios afloraram, dando espaço para a energia do rock e do soul.

Naquele momento, nomes como Jorge Bem Jor, Djavan, Alcione, Bullet Bane, Black Alien, Loyle Carner e Erykah Badu foram cruciais na linha musical adotada pelo músico. O resultado dessas inspirações são mostrados ao longo do EP “Cores e Corres”.

Faixa a faixa

Cores e Corres” começa em “Invencível”. Calma e reflexiva, a canção fala sobre mais pensar do que agir, enquanto a vida passa e o mundo gira.

O ritmo, que começa calmo, mostra que a calmaria era apenas uma breve introdução para preparar todo o gingado do EP que seguiria adiante, pois logo a música muda os compassos e se torna dançante, embalada e alegre. Apesar da influência do soul ser muito forte, o samba é notado nas partes mais animadas da canção.

O EP segue e a segunda faixa é “Passagem”, trazendo uma mensagem sobre aproveitar ao máximo cada momento da vida e não perder tempo com aquilo que atrasa ou impede de sentir os bons momentos.

“Dessa vida não se leva nada / Junte seus melhores / Ninguém pra atrasar sua caminhada / Aproveite a estadia de maneira útil”

 

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Em “Colossal” o baixo dança com um jeito até sensual dando todo o corpo da canção, através de seu grave que passeia pelas notas, como se trocasse passos calmamente por uma pista. A música fala sobre arriscar, tentar, e no final não obter os melhores resultados, mas tudo bem, afinal é aprendizado, inevitável e vale para saber o que quer ou nãos mais sentir.

Em seguida é a vez de “Cores e Corres”, que além de ter a responsabilidade de carregar o nome do EP, chega para encerrar o trabalho com chave de ouro.

Em uma canção mais agitada, o baixo ainda é o destaque e mostra claramente a influência do soul, entretanto, todo os outros componentes do instrumental (guitarra, teclado e samplers) combinados dão ainda mais sabor à canção que fecha o disco, abordando sobre os ensinamentos e cobranças que a vida proporciona, em meio ao caos, confusão, amor e tudo mais que se encontra presente nesse jogo magnífico.

Ao mesmo tempo sobra tempo para que, em meio ao cinza das cidades, possa contemplar o azul do céu e as águas da chuva.

Junto dos vocais, o baixo também foi gravado por Marcus Alves, que cuidou da edição do trabalho. A guitarra ficou sob a responsabilidade de João Marcos e o teclado foi gravado por Augusto Martins. A produção, samplers e masterização foram feitos por Matheus Zanetti. A foto é de Kaline Uguetto.

Confiram o EP “Cores e Corres” no link abaixo e acompanhem o trabalho de Marcus Alves, através da página oficial do músico no Facebook.

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