Faixa a faixa – Autorreflexão em “Ruído Negro”, da Vagale

Por: Vinícius Aliprandino

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A autorreflexão, o introspectivo, a antítese e o eletrônico.  Todos esses elementos pensantes, sentimentais, confrontantes e sonoros dão vida ao novo EP da Vagale. “Ruído Negro” é um contraponto ao disco anterior lançado pela banda, de forma que os opostos fazem o equilíbrio.

Se em Ruído Branco a ideia era manter as faixas na mesma frequência sonora – cada uma representada por uma cor, dando, então, vida à capa do disco – e conectadas por elementos eletrônicos, com, agora, em “Ruído Negro”, a ideia foi fazer uma autorreflexão, aliada a retirada dos elementos e do conceito uniforme de antes.

A única coisa que foi utilizada da mesma maneira e se relaciona com o trabalho anterior, foi a sonoridade eletrônica, unida ao estilo alternativo da banda que bebe de influências que vão do indie e rock alternativo, passam pela MPB e chegam até a bossa nova.

 

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Autorreflexão na crise

Em tempos de crises, bipolarização e quarentena, a Vagale convida para a autorreflexão. Um olhar introspectivo é necessário para se autoconhecer e saber lidar com a situação.

As canções que integram o EP são “Leve”, “Universa-me” e “Ondular”.

 



Faixa a faixa

Em “Leve”, a ideia passada é a de deixar tudo que te faz mal para trás. O peso inútil de tudo que soa de maneira negativa deve ser jogado fora, para seguir adiante, desacelerar da loucura da rotina e viver tranquilo.

 

 

Universa-me” inicia com o teclado constante. Apesar de cada batida das teclas serem rápidas, os demais elementos quebram a velocidade, trazendo, junto, uma mensagem de reflexão a respeito do tempo.

De modo a fugir pra longe da correria, do que acumula, pesa e impede de estar livre. Esvaziar a mente, não ter certeza de nada e ser um todo, de norte a sul, em conexão com a natureza.

 

 

Ondular” é mais agitada, dramática, insana, ao mesmo tempo que emocionante, com um refrão pronto pra grudar na cabeça. Nela é possível perceber uma aquarela, não apenas das cores citadas na letra da canção, mas também dos elementos utilizados ao longo da faixa.

 

 


A banda é da cidade de Campinas – SP e conta Bruno Carlini (voz e guitarra), Lucas Duarte (guitarra), Frederico Brühmüller (baixo) e Wilian Nunes (bateria).

Acompanhem o trabalho da Vagale, através do Spotify (link abaixo), da página oficial da banda no Facebook e do perfil no Instagram.

 

 

 

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