Entrevista – Garrafa Vazia dá seu grito antifascista libertário, em vídeo e álbum

Por: Vinícius Aliprandino

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Os dias têm sido turbulentos. A população é bombardeada com atitudes de dentro e de fora da política, que espalham o ódio, preconceito, descaso, violência e autoritarismo. Alguns se escondem, outros se revoltam. O Garrafa Vazia, assim como é costume dentro do movimento Punk, pertence ao segundo grupo.

Ficar calado não é uma opção. Diante os ataques, vem o contra-ataque. Afinal, para cada repressão, uma nova rebelião vai surgir.

Em nova fase, a banda não deixa de falar o que pensa. Sempre envolvida na cultura punk e sua arte subversiva, desta vez, o grupo rio-clarense, sem meias palavras solta o verbo contra o fascismo. E tudo isso sem perder a irreverência e originalidade “punk do mato”, que o grupo sempre teve.

 

Lyric video antifascista libertário

O pontapé inicial dessa nova fase foi apresentada ao público, ainda cumprindo a quarentena, através do single “Vida Programada”, que também ganhou um lyric video, para não deixar dúvidas a respeito da mensagem que o grupo busca transmitir.

A faixa começa rápida, raivosa e com o jeito hardcore de ser. As palavras “Contra toda tirania, contra todo o racismo, contra toda xenofobia, contra a porra do fascismo” mostram logo de cara o grito antifascista libertário que o Garrafa Vazia não tem medo de esconder.

Guitarras frenéticas, bateria rápida e um baixo pesado, acompanham os vocais ácidos que alertam e contestam contra o preconceito, a violência e o autoritarismo. Junto da nova fase, a banda traz sua nova formação – Mario Mariones (voz/baixo), Ralph Faust (bateria), Saulo DS (guitarra/backing vocals) e Vancil Cardoso (guitarra solo).

 

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Ficha técnica

Vida Programada” foi lançado através dos selos Lixo Discos (São Paulo – SP), Vertigem Discos (Fortaleza – CE) e Neves Records (Santa Bárbara D’Oeste – SP).

A gravação aconteceu no Fornalha, estúdio de Danilo Jarrão, que ficou responsável pela produção. Já o lyric video foi realizado por Stephanie Guardia.

 

Hipócrita

Além de “Vida Programada“, a banda lançou o single “Hipócrita“, que também ganhou um lyric video. A canção possui uma levada mais lenta do que a faixa lançada anteriormente, mas não perde em nada a revolta e a proposta da banda.

Em um punk rock frenético, o lyric video exibe imagens e cenas dos presidentes brasileiro e estadunidense, Jair Bolsonaro e Donald Trump. Com total repúdio aos dois políticos, a banda canta a respeito da antipatia, hipocrisia, do moralismo e sectarismo, que ambos reproduzem.

Hipócrita” também segue a proposta do grupo rio-clarense em denunciar o fascismo que se mostra, cada vez mais, ativo na política e sociedade.

O single teve a produção de Motim Underground e DDD019 Mutante Rádio.

 

Entrevista

O Papo Alternativo conversou com o vocalista e baixista Mario Mariones, que contou a respeito da nova fase, as visões políticas da banda, as influências de cada um, o novo disco que o Garrafa Vazia pretende lançar em breve, arte, liberdade, preconceito, política, punk rock, revolta, originalidade, irreverência, linguagem, fascismo, antifascismo, engajamento, pandemia e muito, muito mais. Confiram logo abaixo.


 

(PAPO ALTERNATIVO) Olá, pessoal! Obrigado por concederem a entrevista com o Papo Alternativo. É sempre um prazer falar com o Garrafa Vazia. Pra gente começar a entrevista. O Garrafa sempre teve um jeito bem descontraído. Apesar de nunca pisar fora do punk e sempre estar envolvido na cultura. Porém, a banda está em uma nova fase, na qual ela assume uma postura mais politizada. Conta pra gente como é essa postura. O que a banda passa a gritar de diferente de outras épocas?

(MARIONES) Opa, pessoal – sempre um prazer falar com vocês, vida longa ao Papo Alternativo!

Quanto ao Garrafa, a postura sempre foi punk. Acontece que, muitas vezes, fomos mal interpretados. É mais fácil juntar três notas e gorfar um senso comum , “protesto de papelão”, né?

Essa via do clichê fácil, do viés panfletário infértil sem plena conexão, coerção com a realidade concreta – e essa via de “olha vamos colocar no nosso ep esse título de impacto pros jovens não pensarem muito pra entender”- é o caminho mais preguiçoso, caminho mais fácil pra muitos, e castrador, óbvio demais.

Eu tô fora.

Arte ou contracultura nascem da surpresa, são muito mais que pastiche barato visando “carreira”, “aceitação”. Conosco não tem essa de inércia mental. Temos vulcão aqui ó: acendendo cada sinapse. Temos identidade. É “sagrado” o processo de construção de cada batida, cada refrão.

Então, caprichamos, maturamos e ao mesmo tempo somos espontâneos na linguagem. Primeiro, porque venho de um background da literatura, desde muito moleque o rock é literário pra mim.

Então, brincar, sonhar acordado com a linguagem é natural, desde os anos 90, quando comecei a compor essa é a essência que expande meus momentos.

Outra coisa é a irreverência, somos uma banda do interior – não nos levamos a sério, a postura blasé ou “olha como eu sou engajado, mamãe”, a reflexão muito sisuda enche o saco – e sempre a dança da rebelião é que incendeia essa pulsante alegria em nossos corações!

E o principal: “É pela ironia que começa a liberdade” já dizia o grande escriba francês Victor Hugo.

Isto posto, vou lhe dizer: com a ascensão desses toscos analfa reaças, necrochorume permeando o inconsciente coletivo, com o Bozo batedo a nave delirante e o obscurantismo negando a ciência, estávamos mais putos do que nunca.

É tanta patifaria que é impossível manter-se calado. Dentro da distopia insurge o desejo de mudança…

Claro, não há nada de novo em termos do fascistóide comportamento de muitos (ainda mais agora internetizados, editores de si mesmos), e sempre essa mesma conversinha demagógica, cheia de generalizações, simplicações e retórica de merda. Bicho, sempre a mesma posturinha faz-me-rir. Porra, chega dessa merda!

Então viemos com os dois pés no peito. Libertários, antifascistas – engajados.

Agora, algumas letras seguem minimalistas e passam a mensagem bem clara: SEM AUTORITARISMO, SEM DESAPROPRIAR NOSSAS VIDAS, PORRA.

Em outras, construo agressivas avenidas, através dessa cidade em ruínas porém inconformista – de verbos rugindo palavras-revide, despontando fúria e despertar consciente pelos céus da revolta.

Ainda assim, temos outros temas mais “descontraídos” – mas a tônica é o hardcore punk de pura contestação, sangue no zóio, sem dó.

 

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(PAPO ALTERNATIVO) A necessidade disso com certeza vem do momento atual em que estamos vivendo. Porém, vocês acreditam que daqui pra frente se faça necessário, no longo prazo, que esse tipo de temática seja primordial no punk, digo, na visão e atitude do Garrafa Vazia?

(MARIONES) Ah, certamente… Veja bem, eu sempre andei ao lado dos excluídos.

Libertário, professor/comunicador fui educador por alguns anos na Fundação Casa, e até hoje guardo lembranças marcantes dessa época…quero justiça social, meus heróis da literatura sempre foram os outsiders…na música você vê figuras como Ariel, Redson, Jello Biafra, só pra citar alguns, e vejo neles uma coisa essencial – é preciso sempre ser “DONO DA SITUAÇÃO” – saber onde você está inserido, como são esses mecanismo de poder ocultos enquadram e regulam você, quais as regras embutidas nossimulacros.

“Não foi a Coca Cola que você escolheu, ela que escolheu você”, então sempre beberemos da anarquia, dos situacionistas, do cinema marginal, do que acontece nas ruas, a atitude é de confronto e reflexão, agressiva e ao mesmo tempo humanitária, sem egos rastejando infantilóides na cultura de likes.

Amamos o que fazemos e faremos por sede de vingança, pelo tesão de estarmos respirando o milagre da existência – pela alegria e celebração, por um mundo mais justo…

 

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(PAPO ALTERNATIVO) O single “Vida Programada” mexe justamente nessa ferida. O fascismo escancarado dentro de nossa sociedade. As outras faixas do disco que vem aí, também trazem essa pegada? Além da crítica ao fascismo, o que mais o público pode esperar do novo álbum do Garrafa Vazia? Quais assuntos serão abordados?

(MARIONES) Sim, verdade. Agora, para alguns vermes, é crime “ser antifa”. É surreal. As outras canções seguem libertárias, antifascistas também, como Autonomia, que ruge como libelo contra toda usurpação de nosso direito a exercer nossas individualidades plenamente.

Temos também “Hipócrita“, denunciando os “polícias do rolê”, a porrada “Aos Idiotas“, a autoexplicativa “Insubordinação“, e outra que vínhamos tocando nos shows, “Coração Envenenado” – que reverencia todo passado histórico de trabalhadores unidos partindo pra cima do establishment, exigindo igualdade.

E sempre na humildade, aprendendo sempre, estudando e relendo, o mundo todo, as ruas – e sempre com recorte de classe, a banda é o que é 24 horas por dia, não somos personagens – nós vamos tocar até os dedos da alma sangrarem…os assuntos geram no espectro existencialista, na maturação psicológica necessária, na análise da “era da informação” , “a instrumentalização da pós-imbecilização”, sempre tentando usar do poder de síntese pra ir direto ao assunto – e não soar meros caricatos acadêmicos, ou brancos bunda moles falando da fome no estômago dos outros.

 

“Contra toda hierarquia
contra todo egoísmo
Contra toa homofobia
contra a porra do nazismo”

 

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(PAPO ALTERNATIVO) A banda agora está com uma nova formação. Quais as mudanças que podem ser notadas? A postura mais politizada foi influenciada e facilitada pela nova formação? Ou seria algo que de qualquer forma teria a possibilidade de entrar em reflexão devido ao momento político?

(MARIONES) Opa, e que formação: combo-quarteirão! De cara, você nota que o som ficou mais refinado. No entanto, sem a perda da essência: menos é mais, a levada dançante, o refrão cativante.

Acho que o Saulo DS (que também toca no Alerta Mental) e o Vancil Cardoso (compositor, experiente músico) foi facilitada sim, que compartilhamos dos mesmos ideais, da mesma indignação.

E bacana que eles eram fãs da banda, gostavam da identidade “sambarilove” garrafoide.

Na real foi um processo muito natural, entrosamento telepático. Há tempos eu comecei a escrever letras mais “porrada”. E queremos reflexão. Queremos debate. Ouvir mais, observar, filtrar, ação direta, confronto. Nada só de aponta o dedo e julgar “os coleguinhxs da cena”.

O momento político é apocalíptico e com uma década de estrada colhemos esse respeito e temos toda essa força pra expandir nossos horizontes com o cardápio lírico inconformista, de combate, cada vez mais nervoso.

 

(PAPO ALTERNATIVO) O posicionamento da banda é o antifascista libertário. Ele é unânime dentro do Garrafa ou existe diferença entre várias cabeças e vocês chegam a um consenso que seja um ponto que todos dentro da banda concordam?

(MARIONES) Unânime. Somos contra a cega intolerância, o preconceito banal, o senso comum debilóide. Somos definitivamente uma autêntica banda antifascista libertária.

 

Garrafa Vazia contempla a tranquilidade do interior, em lyric video

 

(PAPO ALTERNATIVO) Ainda sobre a postura do Garrafa Vazia ser libertária. Vocês enxergam a possibilidade de união com uma frente mais ampla nesse momento para podermos ultrapassar a tempestade? O Garrafa se coloca pronto pra lutar por um objetivo em comum?

(MARIONES) Total. Liberdade, justiça social, igualdade de condições para todos. Total na causa do “junto somos mais fortes”. Abertos a ouvir, ao diálogo. Dialogicidade punk rock! Underground é construção.

Quanto mais amplo o vigor no exercício de afrontar a tempestade, maiores as possibilidades. Como disse, estamos de prontidão, sempre abertos ao diálogo. É cooperação a parada, não competição.

Somos contra radicalismo existentes em determinados nichos, guetos autoritários – que arrogantes em suas posturas (quase sempre contraditórias entre discurso/prática) acham que você deve rezar e se posicionar assim ou assado como a pretensiosa cartilha deles reza – porra, que arrogância presumirem o que é melhor para nós, sem ao menos a chance do mínimo debate, de como nos sentimentos, sem uma mínima prosa, sempre vai existir a turma do penso com a cabeça alheia e sua avalanche babaca hipócrita de prévios julgamentos e dedos apontados…

 

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Garrafa Vazia fala do clipe de “Abraça o Poste”, novo álbum e muito mais

 

(PAPO ALTERNATIVO) Falando da sonoridade. Nova formação, novas influências. Como estão as canções da banda e quais são as influências que cada um levou pra essa nova fase do grupo?

(MARIONES) Puts, que pergunta chique! Ah, as músicas estão com bpm mais acelerado, mais hardcore punk.

Por outro lado, ainda há cadências “bailão” e canções que falam sobre “o prosaico viver na roça”. Mas claro: agora a predominância lírica é acerca das canções engajadas nas canções.

Agora com duas guitarras há maiores possibilidades de texturizar harmonias pró empolgação.

Realmente percebo que as músicas grudam mais, voam junto com as melodias, dá aquela vontade de colocar no “repeat”.

As duas guitarras não anularam a essência minimalista da banda, muito pelo contrário: só somaram.

O Vancil vem de um background de curtição do fino do underground, do alternativo dos anos 90, o Saulo tem essa escola da palhetada speed freak, então você tem uma gama maluca de influências, é o liquidificador do turbo caos.

Se juntar só algumas das bandas que a gente ouve, escuta junto, virxi, vão desde Stones, Extreme Noise Terror, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Stone Roses,Cólera, Lobotomia, Restos de Nada, Cólera, Lixomania, Suicidal Tendencies, Ratos de Porão, Discharge, Agrotóxico, Flicts, Gang of Four, Muzzarelas, Dezakato, Stiff Little Fingers, New Model Army, Black Flag, Minor Threat, Johnny Thunders e geral, Sonics, Muddy Waters, Rasta Knast, Attaque 77, Social Distortion, The Clash, Ramones, The Meters, Dead Boys, Rattus, Varukers, Bad Brains, Pistols, Disorder, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Stooges, MC5, UK Subs, Misfits, DK…mas criamos nossa identidade, e creio que isso é a “missão” mais difícil para uma banda.

 

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(PAPO ALTERNATIVO) A pandemia chegou e colocou o mundo de cabeça pra baixo. A área cultural não foi poupada e certamente foi prejudicada. O momento, apesar da paralisação devido aos riscos, recomendações e restrições, abre portas para a criatividade fluir e contornar a situação? O que o Garrafa Vazia espera do futuro, nessa questão?

(MARIONES) Sim, abre portas. Nunca podemos subestimar ela, a criatividade.

Creio que uma das características inerentes ao louco universo vivo dos artistas é a busca, incessante – a ideia de movimentação, instigados pelo inconformismo, que ruge no peito o confronto REAL, que corre pelas veias a necessidade experimentar formas, possibilidades, de exercer em subtextos e epifanias escondidas nas etéreas vielas dos dias sua visceral visão de possibilidade de transformação social do mundo, mutante mundo – irrompe o gosto por expandir dentro do punk rock todo vórtice da energia total de agressividade, fúria, desejo de reverter as bostas que os mecanismos toscos do poder tentam cagar a cada segundo em nossas cabeças.

Sempre pensamos que a situação atual exige postura crítica dinâmica. Estamos mais inspirados e confiantes do que nunca.

Estamos prontos para evitar desastres, vamos sempre partir contra a alienação, desmascarar essas tentativas de reduzir a vida em rebanho, pessoas em números, massa de manobra.

Mudanças são esperadas, sim – a parte das gigs – mas tudo está com calma sendo estudo, não chegaremos aqui com meia dúzia de frases prontas fingindo falsa esperança.

Vamos exercitar a paciência. Vamos viver cada dia, carpe diem punk rock.

A galera está sempre perguntando dos próximos shows, estamos com muita saudade dos palcos. Mas lhe digo: como sempre, toda “limitação” será usada como recurso, como motivação – para de cabeça erguida construirmos algo novo, próspero, sem medo, apenas pulsante coragem, a bravura em viver a vida em sua plenitude.

Vemos tudo como desafio, eterno arregaçar de mangas – como disse anteriormente, é incerto apontar o futuro em termos definidos, mas esperamos alimentar ALENTO num bem bolado entre ceticismo-esperança-fúria-alegria novos meios de propagar nossa mensagem, a ebulição está apenas começando, em fortes reinvenções e novas plataformas de diálogo!

Vamos viver, vamos celebrar: VIVA O UNDERGROUND, VIVA O PUNK ROCK!

 

 

(PAPO ALTERNATIVO) O objetivo agora é lançar o álbum. Vocês têm mais algum plano, em mente, para o momento?

(MARIONES) No dia 15 de março, com o nosso amigo Danilo Jarrão, gravamos no Fornalha Estúdio uma pá de sons. Vai rolar o álbum. Já temos um esquema com selos e tal. Estamos com calma processando os detalhes.

Mas antes, alguns singles. Estamos empolgados. E porra, temos um monte de sons novos pra gravar, trabalhar. Eu, por exemplo, não paro de compor, escrever.

O atual cenário geopolítico, o desprezo pela ciência, o papel de responsa que a mídia séria diariamente busca, porra, vamos nos empoderar, daqui pra frente é confronto, é luta, é mostrar toda nossa força e promover a união, a empatia, sempre com atitude, sangue no zóio hardcore punk style forevah!

 

(PAPO ALTERNATIVO) Pessoal, obrigado por conversarem com o Papo Alternativo. Essa é a última questão. Esse espaço, como de costume, é voltado para vocês deixarem alguma mensagem pro pessoal que leu a entrevista.

(MARIONES) Pessoal, eu que agradeço a oportunidade, a sensibilidade de vocês. Vocês são importantíssimos. Vocês fomentam sonhos, delineiam horizontes, impulsionam nobres gestos.

Somos muitos gratos e queremos desejar o melhor pra você e todos que nos acompanham, muito obrigado pelo carinho e consideração, agradecemos de coração, amigos. Fiquem bem, mantenham-se seguros, e cuidem bem do planeta. Grande abraço e como diria meu velho pai “até de repente!


 

Confiram os lyric videos de “Vida Programada” e “Hipócrita” nos links abaixo e acompanhem o trabalho do Garrafa Vazia, através da página oficial da banda no Facebook e do perfil no Instagram.

 

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Renanzito HxCX disse:

    Vida Longa ao Garrafa Vazia!!!

    1. Opa!! Isso aí, Renanzito!!

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